domingo, 15 de agosto de 2010

MUITO ALÉM DAS PAREDES...







"O ambiente de uma casa também reflete o estado d'alma de seus moradores"

Irmão José.



Um bom ambiente em casa é resultado de vários fatores. Começa pela ordem e pela higiene. Não há dúvida de que a organização e limpeza favorecem o clima de bem-estar dentro do lar. Ninguém se sentirá bem em um lugar onde roupas são largadas no chão, onde a sujeira e o mau cheiro predominam. Minha mãe fazia questão de, ao amanhecer, deixar abertas as janelas de casa, dizia que era preciso arejá-la. Um provérbio árabe afirma: "Na casa que entra sol, não entra médico". Talvez por isso pessoas deprimidas gostem de quartos escuros e fechados. Ar puro é renovação, sol é vigor e alegria.



O clima do lar também é fruto do estado mental dos seus integrantes. O ambiente emocional de uma casa é o reflexo dos seus moradores. Alguns dizem: "Esta casa está carregada", esquecendo-se de que "carregados" podem estar os que nela residem. Pensamentos negativos e sentimentos inferiores, quando constantes, poluem a atmosfera psíquica do ambiente. É interessante observar que fora do lar somos pessoas alegres, bem-humoradas, cordatas. Entretanto, quando entramos em casa, despejamos um lixo de mau humor e azedume em nossos entes queridos. O jovem filho percebe o clima ao dizer "a barra está pesada lá em casa". E está mesmo. O clima astral dentro do lar torna-se denso por conta de nosso estado emocional desequilibrado. A alegria é um poderoso elixir capaz de sanear o clima negativo, uma virtude que deve ser cultivada por todos os membros da família. Ela dissolve tristezas, combate a depressão e nos dá ânimo para enfrentar as adversidades do caminho. O sorriso, por sua vez, pode operar mudanças benéficas em nós e em quem o recebe, pois é um excelente condutor de alegrias. É sábio o conselho de Emmet Fox:



"O efeito de um sorriso nas outras pessoas não é menos notável. Desarma a desconfiança, dissolve o medo e a raiva e traz à luz o melhor da outra pessoa - e esse melhor ela imediatamente passa a lhe dar".



Necessitamos de mais bom humor para que o astral de casa seja positivo. Ouvir boa música também favorece o relaxamento das tensões emocionais que tanto dificultam os relacionamentos.



Outro fator importante é o teor das palavras que utilizamos. Gritarias, discussões, anedotário pornográfico, palavras sarcásticas e vulgares, fofocas, zombarias são venenos perigosos que lançamos na atmosfera doméstica e que também irão impregnar a água e os alimentos de fluídos prejudiciais à nossa saúde. Quando discutimos na hora da refeição, temperamos a comida com energias negativas, provocando distúrbios digestivos.



Devemos ter atenção redobrada para o que vemos na televisão. Programas que exploram cenas deprimentes e violentas, que só comentam crimes e tragédias, além de nos encher de medo, criam um clima de intranqüilidade no lar. Essas vibrações negativas são sustentadas todas as vezes que comentamos o que vimos com o único propósito de exaltar o mal. É quase impossível andar na lama sem se sujar. Por isso o mal não merece comentário algum, adverte André Luiz.



Filmes de terror enfraquecem nossas barreiras espirituais e nos põem em contato mais direto com energias mórbidas. Fui procurado por uma senhora que me narrou seu drama, ao permitir que a filha de nove anos assistisse a um filme de terror. O resultado foi que a garota ficou traumatizada, tinha medo de ir à escola, pesadelos constantes lhe tiravam o sono, perdeu o apetite e adoecia com freqüência. A menina precisou de acompanhamento médico e psicológico, e eu ainda sugeri, como complemento, tratamento espiritual; somente depois de seis meses de remédios, terapias e passes é que conseguiu superar o problema.



A internet também merece atenção de nossa parte. Apesar de seus inegáveis benefícios, há riscos que não podem ser ignorados, sobretudo pelos pais. A possibilidade de acesso a uma infinidade de informações com um simples clicar de um botão pode expor a criança ao contato com assuntos que estão fora de sua capacidade de compreensão, gerando distorções preocupantes. Os filhos poderão ter acesso a sites pornográficos, bem como a pessoas que exploram a pornografia infantil. Por conta desses riscos, não podemos vedar o uso da internet pelos filhos, pois se eles não a acessarem em casa vão fazê-lo na escola ou na casa de amigos. Melhor que o façam sob a vigilância dos pais.



Os adultos também nao estão livres desse perigo, diria que podem estar até mais expostos. Sem mencionar o fato, não menos preocupante, de a pessoa passar mais tempo com o computador do que com a família, vem crescendo o número de cônjuges procurando aventuras amorosas pela internet. No Japão, a venda de preservativos vem diminuindo por causa do sexo virtual, um curioso sexo sem contato a dois. Não nos cabe neste livro tecer comentários sobre o assunto, porém, no âmbito da família, a conduta do cônjuge que busca esse tipo de prática não deixa de representar um adultério. Nos tribunais, pedidos de separação judicial já estão sendo formulados com essa alegação.



Ao lado dessa questão, surge outra também relevante. Nao se pode ignorar que, conquanto virtual, a ligação energética entre os iternautas é real, capaz, portanto, de produzir efeitos nocivos para o ambiente doméstico, sobretudo para o casal. Marido e mulher, quando se amam, formam um campo energético vigoroso, capaz de isolar o lar de perturbações negativas. Além do mais, o amor existente entre o casal atrai a simpatia e o concurso dos bons espíritos responsáveis pela proteção do lar.



"Quando um dos cônjuges começa sentimentalmente a se afastar do outro, e o sexo virtual com outra pessoa é uma dessas possibilidades, aquele campo de energias envolvendo o casal vai apresentando fissuras, podendo até se romper definitivamente.



A primeira conseqüência disso é o esfriamento do amor entre o casal, pois um dos cônjuges está ligado vibratoriamente a outra pessoa. Em seguida, essa ligação de baixa vibração energética, já que resultante de desejos desequilibrados, fica carregada de fluídos nocivos lançados por espíritos levianos e infesta o lar de cargas tóxicas profundamente danosas. O ambiente em casa torna-se asfixiante, o casal terá discussões mais freqüentes, os filhos poderão adoecer com mais intensidade, os vícios se tornarão mais comuns - enfim, é a falência do casamento. Alguns dirão que estou com a imaginação desvairada, mas o que eu digo é fruto da observação de vários casos que chegaram ao meu conhecimento. O sexo pode ser virtual, mas as conseqüências são reais e destruidoras.



Podemos observar que para ter uma casa limpa precisamos muito mais do que água e sabão. Que tal uma faxina, ainda hoje?



(Do Livro "Com os Olhos do Coração - Os Segredos do Bom Relacionamento Familiar" - José Carlos De Lucca).

sábado, 7 de agosto de 2010

As crianças índigo e o movimento espírita



Como explicar a adesão de lideranças e instituções em uma tese tão absurda.

Por Dora Incontri

A entrada livre do movimento índigo dentro do movimento espírita brasileiro revela apenas o que os espíritas conscientes já sabem (e estes infelizmente são em muito pequeno número): nosso movimento anda longe da trilha proposta por Kardec. Entenda-se que não tomamos aqui essa trilha como um conjunto de dogmas fixos, como um sistema fechado de pensamento. O espiritismo – como queria Kardec – deve estar inserido no mundo, na cultura de seu tempo, deve dialogar com outras correntes de pensamento, deve continuar seu caminho de ciência e de pesquisa.

Mas para isto é preciso um método. A principal contribuição de Kardec foi a criação de um método de abordagem da realidade, que inclui a observação científica, a reflexão filosófica e a revelação espiritual. Esses três caminhos convergem na busca da verdade e um elemento controla o outro. Não se pode aceitar cegamente o que vem pela revelação mediúnica – é preciso passá-la pelo crivo da razão e pela análise do método científico. Aliás, somos nós, encarnados, que fazemos a ciência, e não os Espíritos, que vêm apenas nos intuir, nos ajudar, sobretudo no plano moral. Uma ciência que supostamente nos viesse pronta do Além já deveria ser motivo de desconfiança e é própria de Espíritos pseudo-sábios.

No caso de Lee Carrol, Jan Tober e o Espírito de Kryon (que a tradução brasileira mudou para médium Kryon, quando se trata de um Espírito que se afirma extra-terrestre e o Espírito mais próximo de Deus!), defrontamo-nos com uma grande mistificação, com fins comerciais, sem nenhuma racionalidade, sem nenhum critério científico... e os espíritas embarcaram gostosamente na idéia. Por quê?

Alguns certamente o fizeram de boa-fé, outros com claros interesses financeiros, porque se trata de um tema vendável, na linha de auto-ajuda descompromissada, aquela que agrada ao leitor, por trazer receitinhas prontas de como tratar um filho índigo – e muitos podem se iludir no orgulho de ter um filho de aura azul, predestinado a mudar o mundo, um mutante genético!

Os que aceitaram a idéia de boa-fé não são menos desculpáveis, principalmente em se tratando de lideranças, formadoras de opinião, que publicam livros, fazem palestras, porque deveriam ter a responsabilidade ética e intelectual de falar apenas sobre aquilo que pesquisaram em profundidade e manifestarem uma opinião abalizada sobre o assunto. Aos que fazem publicações com fins comerciais, não temos o que dizer. Kardec advertia que contra interesses não há fatos que prevaleçam.

É preciso esclarecer bem o que criticamos na questão de fins comerciais, pois temos também uma editora e podemos ser mal interpretados. É óbvio que o setor editorial espírita precisa ser profissional, movimentar dinheiro, contratar pessoas, trabalhar na base do profissionalismo e não do amadorismo. Isto também vale para uma escola, uma universidade, um empreendimento qualquer que leve o nome de espírita. Ou seja, temos pleno direito ético de vender um livro espírita (porque senão não podemos publicar outros), de cobrar um curso ou um congresso, para cobrir os custos e, inclusive, para reinvestirmos na própria divulgação do espiritismo. O que criticamos, que é próprio da mentalidade capitalista, é quando passamos o lucro na frente do ideal. Ou seja, quando traímos os princípios da doutrina espírita, publicamos qualquer coisa, para ganhar dinheiro, fazemos qualquer negócio, para obter dividendos e buscamos com isso enriquecimento pessoal.

É isso o que o capitalismo preconiza: lucro acima de tudo e princípios éticos totalmente descartáveis e secundários. A qualidade de um produto, as responsabilidades social, ideológica, moral ficam subordinadas ao desejo de venda fácil. As editoras espíritas que trabalham seriamente, com cultura e livros de conteúdo, sabem o quanto é preciso se sacrificar para manter bem alto o ideal!


A falta do espírito crítico

O outro aspecto comprometedor que afasta o movimento espírita do rumo de Kardec é a ausência de criticidade, debates e exame livre das questões. Quando surgem às vezes alguns críticos, cometem o deslize que discutir pessoas, ao invés de discutir idéias. Mas a grande maioria, acostumada à cultura do “brasileiro cordial”, acrescida pelo estereótipo de “espírita caridoso”, não está habituada a nenhum exercício de crítica construtiva. Considera-se que crítica é falta de caridade.

Ora, Kardec, nos 12 volumes da Revista Espírita, estabelecia um debate eloqüente, ardido e, muitas vezes, usando aquele fino espírito francês de ironia, para colocar-se ante adversários e para esclarecer questões polêmicas. Não que transformasse as páginas da Revista em arena de combate, mas não deixava de exercitar o saudável espírito da análise crítica, inclusive como instrumento de construção do conhecimento espírita.

Todos os grandes pensadores agiram assim. Basta lembrar Sócrates, com sua fina ironia, debatendo com os sofistas; basta rememorar Descartes, com seu método racionalista, desmontando a teologia jesuítica. Toda a história do pensamento humano constitui-se no debate de idéias.

Quando a discussão é implicitamente proibida, cria-se o autoritarismo disfarçado, a idolatria por líderes, que passam a pontificar sem nenhum questionamento, dominando as consciências, e não há progresso e nem liberdade de pensamento.

É isso o que se vê no meio espírita atualmente. Qualquer pessoa pode publicar, falar, pontificar o que for, e ninguém rebate uma vírgula, ninguém faz uma objeção. Por isso, multiplicam-se os absurdos e estamos imersos numa avalanche de frivolidades.

Enquanto não aprendermos a debater sem melindres, a discutir idéias sem paixões pessoais, a criticar construtivamente e a exercitar o livre-exame (que já Lutero propunha há 500 anos), não teremos um movimento espírita esclarecido e progressista, que não engula mistificações tão grosseiras como essa das crianças índigo. Obviamente que só é possível criticar construtivamente a partir de um conhecimento aprofundado das questões. Para isso, é preciso estudar Kardec e procurar sempre ampliar o horizonte cultural.

Fonte: Sociedade Espírita Nova Era - Blumenau, SC.
 
Postado em http://oblogdosespiritas.blogspot.com/2010/08/as-criancas-indigo-e-o-movimento.html

domingo, 25 de julho de 2010

DIA DO PERDÃO - HOJE 25 DE JULHO


Durante a sua permanência no planeta Terra, os Maias nos ensinaram os segredos do tempo galáctico, cientes dos ciclos lineares limitadores a que todos nós, seres humanos, fomos submetidos.

Sabiam que tínhamos perdido a habilidade natural de perceber os ciclos de Luz Cósmica ao longo de nossa existência, e que esta forma linear do tempo atual é controladora e esconde os verdadeiros aspectos multidimensionais do tempo.
A contagem do tempo Maia baseia-se em 13 ciclos lunares de 28 dias por ano solar, perfazendo 364 dias, mais um chamado de ‘Fora do Tempo’, entre o Ano Velho e o ano Novo. Pelo calendário Maia, o dia fora do tempo é o dia 25 de Julho.
Os Maias consideravam este dia como uma grande oportunidade de reciclar, recomeçar, recarregar as energias, libertar o que já não é mais preciso, agradecer por tudo o que foi recebido no período anterior em todos os aspectos, agradecendo inclusive os momentos menos bons, pois eles também são aspectos importantes na nossa aprendizagem e evolução como seres humanos, cuja essência é espiritual.
O dia 25 de julho é o Dia-Fora-do-Tempo ou dia do Perdão, que antecede o Ano Novo Maia que se inicia em 26 de julho.
No dia 26 de Julho recomeça um novo ciclo com o nascimento astronômico de Sirius, que se eleva no horizonte juntamente com o Sol, trazendo uma energia de limpeza e purificação interior, trabalhando os nossos corpos sutis, principalmente o emocional.
Muitos acreditam que seguindo este calendário mudaremos a nossa freqüência e entraremos no tempo real da harmonia e da Paz, onde o tempo deixa de ser dinheiro para ser arte.
O Calendário da Paz permite sairmos da freqüência artificial para a sincronicidade da Lei do Tempo e a freqüência natural 13:20, que rege o nosso Sistema Solar e toda a Galáxia. A calendário de 13 luas de 28 dias é uma medida de exatidão biológica da órbita do nosso planeta ao redor da sua estrela, o Sol. É um padrão de medida perfeito que coordena e sincroniza as fases da Lua com os ciclos galácticos e o tempo.

Portanto domingo é o dia do PERDÃO...e segunda estaremos iniciando um novo ano.
 
Quem me enviou esta explicação foi um grande amigo Haroldo Muller...
 
Obrigada, paz e luz

terça-feira, 20 de julho de 2010

Amigos de Verdade


Ah como é bom ter amigos de verdade,

Aqueles que a gente conta sempre que dá vontade,
Esses amigos a gente pode contar em uma única mão,
Pois com certeza estão dentro do coração.
Esses amigos nos ajudam sempre que precisamos,
Ficam do nosso lado toda vez que necessitamos,
Pois assim deve ser uma amizade verdadeira e leal,
Algo muito forte e complexo, que não existe igual.
Ficaria o dia inteiro, escrevendo dos amigos de verdade,
Mas não tenho todo esse tempo, e isso é uma maldade,
Falar deles é muito bom, muito fácil e divertido,
Sem eles na minha vida é como se eu tivesse morrido.
Amigos de verdade, o que mais posso falar,
São maravilhosos pra caramba, com eles sempre posso contar,
Eles aparecem em nossas vidas, completamente de repente,
E vão ficando, vão ficando, e não saem da nossa mente.
Eu gosto tanto deles que vocês não têm noção,
Com certeza eles estão dentro do meu coração,
Ah como é bom ter amigos de verdade,
E que Deus abençoe a nossa amizade.

sábado, 17 de julho de 2010

Fernando Pessoa (Lisboa, 13 de junho de 1888 - Lisboa, 30 de novembro de 1935)


Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)



O SUCESSO É SER FELIZ, O RESTO É CONSEQUÊNCIA. (autor desconhecido)

Desiderata

Há 318 anos, em 1692, alguém - que, despreendido de vaidade ou egoísmo, sequer assinou o nome - deixou na igreja de uma cidade americana este texto que condensa, em sua mínima dimensão, bibliotecas inteiras de Conhecimento Real.



A quem quer haja sido, nossa gratidão e que o Criador o tenha em Sua Luz: foi e é uma Grande Alma.





Desiderata


Caminha calmo entre o ruído e a pressa e pensa na paz que podes encontrar no silêncio.
Na medida do possível, e sem render-te, mantém boas relações com todas as pessoas.
Diz tua verdade de maneira tranquila e clara; e escuta aos demais, inclusive ao teimoso e ignorante, pois eles também têm sua própria história.
Evita as pessoas barulhentas e agressivas, pois elas são um desgaste para o espírito.
Se te comparares aos demais, podes tornar-te vaidoso ou amargurado, pois sempre haverá pessoas menores e maiores que tu.
Desfruta de teus êxitos, assim como de teus planos.
Mantém o interesse em tua profissão, por mais humilde que seja; ela é um verdadeiro tesouro no fortuito mudar dos tempos.
Sê cauteloso em teus negócios pois o mundo está cheio de enganos, mas não deixe que isto te torne cego para a virtude que existe. Há muitas pessoas que se esforçam por alcançar nobres ideais.
Em todo lugar a vida está cheia de heroísmo.
Sê sincero contigo mesmo. Especialmente, não finjas afeto. Tampouco sejas cínico no amor, pois no meio de todas as asperezas e desenganos, o amor é perene como a relva.
Acata docilmente ao conselho dos anos, abandonando com altivez as coisas da juventude. Cultiva a força do espírito para que te proteja das adversidades repentinas.
Muitos temores nascem da fadiga e da solidão.
Sobre uma sã disciplina, sê benigno contigo mesmo. Tu és uma criatura do universo; não menos que as plantas e as estrelas, tens o direito de existir e ainda que te pareça certo ou não, indubitavelmente o universo se desenvolve como deveria. Por isso, mantém a paz com Deus, qualquer que seja tua idéia Dele.
Quaisquer que sejam teus trabalhos e aspirações, conserva, na inquieta confusão da vida, a paz com tua alma.
Apesar de todas suas farsas, penalidades e sonhos desfeitos, este continua sendo um mundo maravilhoso.
Sê cauteloso.
Esforça-te para ser feliz.



Igreja Saint Paul - Baltimore - 1692.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A Fé é a única chama que não se apaga nunca

Diante de um jardim belo, coberto de roseiras perfumadas, o dono do jardim as espera florescer.. Não pensa na quantidade enorme de espinhos que seu tronco possui, toma cuidado com eles, mas espera o florir das rosas. Quando uma única rosa brota, enfeitando toda aquela roseira cheia de espinhos, o dono do jardim olha, avidamente, outros que podem surgir, sabendo que serão rosas a enfeitar amanhã.

Nós trazemos cravados na alma muitos espinhos do ontem, mas somos rosas, na essência sublime de Deus; nós também vamos florir em alegria. Se essas alegrias são poucas e as dores são muitas, alegrias aconteceram em nossas vidas e alegrias acontecerão sempre. Mesmo que sejam momentos, dias, algum tempo, mas como as roseiras, o sorriso brota, a paz chega e nós nos transformamos num canteirinho de paz.
Mas, existe o tempo, às vezes longo, em que só permanecem espinhos, o vendaval da dor assola e as pétalas de nossas esperanças, de nossas alegrias, caem pelo chão. Mas, não devemos nos esquecer de que essas pétalas caídas, serão adubo amanhã. Esse adubo precioso que mantém nosso espírito vivo, que mantém a roseira forte, que mantém a possibilidade de ela florir.
Nós trazemos muitos compromissos assumidos de vidas passadas, não podemos deixar que o desânimo, a tristeza, a desesperança nos domine. Porque só receberemos, realmente, um auxílio completo, à medida em que tivermos total confiança no alto. Aí sim, será possível Jesus nos estender as mãos e nós, desse amor imenso, desse grande médico de Deus que foi o mestre, recebermos a ajuda de que precisamos, lembrando de que toda a dor é cura para nossos corações, que toda separação é prognóstico de união, que todas as experiências são bênçãos preciosas que amealhamos no espírito.
Por isso, mantenham a chama da fé sempre acesa. A fé é a única chama que não se apaga nunca.

(Mensagem Recebida em 17.02.2000 por Shyrlene Soares Campos/Bezerra de Menezes)



Paz e Luz