sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

A semente crística


Assim como na semente visível está invisivelmente toda a árvore, em cada um de nós está todo o plano de vida divino. A semente, ao ser plantada, passa a se desdobrar segundo o preciso projeto que traz em si mesma. “O que se vê, procede do que não se vê”, disse Paulo em Hebreus. Explicava esta ciência divina.

A maioria, por desconhecer isso, fica de olhos na matéria, preocupando-se a todo instante com a vida. Quem entender o processo, fará como a semente, olhando para si mesmo e para o projeto completo ali presente. “Buscai o Reino de Deus em primeiro lugar”, disse Cristo, “e todas as coisas vos serão acrescentadas”. Ao assim dizer, resumia o que se deve fazer para que a a vida se desdobre em aparências harmônicas.

“Contemplar a Verdade” é ser como a semente, que olha para o que “está feito”, enquanto esta visão se projeta visivelmente nas três dimensões do mundo. “Tudo está feito”, revela o Apocalipse! Em Deus, tudo é permanente! Contemple esta imutabilidade da perfeição, e a suposta vida humana harmoniosamente irá se desdobrando “da semente ao fruto”. O projeto todo da semente já estava nela, completo e perfeito sempre! O mesmo se dá com VOCÊ!
Dárcio

É possível conter a ansiedade



“Sou muito ansioso. Quase que não consigo experimentar nada de novo, pois a espera sempre me atormenta. E mesmo quando não há nada a esperar, ainda assim não me aguento. Como posso conter essa ansiedade?”

Mas não se pode conter a ansiedade, de forma alguma. Como conter algo que sequer existe? A ansiedade é apenas um fenômeno peculiar que o ser humano criou, mas que não tem existência própria. Trata-se apenas da não aceitação do agora. E vou mais além, trata-se da não aceitação do estado em que você se encontra.

Se você não consegue aceitar aquilo que está acontecendo agora ao seu redor e dentro de você, obviamente vai querer fugir de onde se encontra. Mas essa fuga não é possível além do reino das emoções, logo você fica preso emocionalmente e é isso que você chama de ansiedade. É essa prisão sem grades na qual você se encontra trancafiado.

Então, veja que é você quem está contido. E está contido em si mesmo.

Você se empanturra de doces, pois não aceita seu atual estado, seja físico seja emocional; você se irrita, pois não consegue apreciar aquilo que existe ao seu redor no agora; você chora, pois só vê esperança em um futuro longínquo, sonhando que um dia ele chegue. Tudo o que advém dessas ações é desejo de fuga.

Você quer fugir de si mesmo e quando se encontra incapaz de realizar essa façanha, surge isso que você chama de ansiedade.

Então, a solução para isso é você reconhecer que a ansiedade é um reflexo de sua contenção. Mas note que essa contenção também não existe. Você é como aquele elefante que, preso pela pata durante anos, impedindo sua fuga, agora adulto e solto de sua corrente, não percebe que está livre.

Você está livre, sempre esteve. Porém, essa liberdade somente se fará presente aos seus olhos quando você perceber que ela se encontra no agora. O futuro e o passado são prisões emocionais, dentro das quais você teima em se visualizar. Apenas o agora é liberdade. E é por isso que a humanidade não é livre. Como poderia? Ela vive guiada pelo seu passado e temendo seu futuro!

As pessoas trabalham porque a sociedade diz que se deve ser útil para ela, logo vivem de acordo com o que foi dito: passado. Mas ao mesmo tempo o fazem para garantirem suas aposentadorias, seus envelhecimentos seguros: futuro. Sob essa ótica a única liberdade seria a morte, através da qual nem a sociedade nem a segurança se fazem presentes.

E aí está uma das razões pelas quais o ser humano se foca tanto na morte. Apesar de amedrontadora, ela é uma tentação para o fim do sofrimento, para o fim da prisão emocional. Passa-se pela vida apenas seguindo as regras, de maneira mecânica e cheio de tristezas e experiências irrelevantes.

Mas quando se tem a morte como garantia, o conformismo parece um alento fresco. E por mais que se a tema, mais ela atrai o ser humano. E esse jogo se perpetua por toda uma vida, por incontáveis vidas, por verdadeiros éons dentro do sempre.

Deixe isso para trás. Deixe essa ideia de que amanhã as coisas serão melhores ou piores. Elas são melhores ou piores agora e sempre serão agora, não importa quanto tempo passe. Está em suas mãos a escolha do que ver, do que sentir e do que pensar. Mas se você não exerce sabiamente esse poder, continuará preso na própria projeção.

E da mesma forma, abandone o seu guia temporal. Não é o que você fez que determina o seu caminho, pois este já foi percorrido, não existe mais; e sim o que você faz no presente.

Então, observe o que está acontecendo neste momento ao seu redor; observe o que está acontecendo neste momento dentro de você; e faça disso um grande evento. É essa a solução para sua ansiedade: celebrar a si mesmo no agora.

Marcos Keld

terça-feira, 27 de dezembro de 2011



A depressão é falta de Deus? - Giselle Fachetti Machado

A depressão é falta de Deus?

As pesquisas científicas mais recentes são categóricas em afirmar que a fé religiosa interfere positivamente na capacidade de recuperação de um doente. Por outro lado, existem pessoas que atribuem à sua fé religiosa seu estado de saúde plena. 
Sem dúvida, a fé é um recurso transformador da mente, porém, sem discernimento ela deságua no fanatismo e no preconceito, o que é sempre pernicioso. Os bens espirituais não são materiais ou físicos, por isso, as bênçãos divinas não podem ser medidas pelo sucesso financeiro ou pelo vigor físico de um indivíduo.
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Mateus 6:20
O que pretendemos discutir neste artigo é o outro lado da moeda. Será o doente um indivíduo sem fé, sem Deus? Será que o otimismo, o pensamento positivo, a boa vontade, a fé em Deus são suficientes para que tenhamos saúde? Ou pelo menos para que obtenhamos a cura de nossos males?
Todas as doenças têm causas multifatoriais. Existe um componente físico, um emocional e outro espiritual. A conjunção dos três níveis de desequilíbrio é que abre as portas do organismo humano para a instalação de doenças.
            Choca-me a forma recorrente e incisiva com que pessoas esclarecidas, atuantes dentro de comunidades religiosas as mais diversas, afirmam que para elas a depressão é falta de Deus. Como se se tratasse de uma questão de escolha. Chegam a cogitar que os medicamentos antidepressivos seriam os responsáveis pela doença. É lastimável que essa visão distorcida seja tão impregnada em nossa sociedade. < /span>
Trata-se de questão relevante, pois o doente com depressão tem ao seu lado, em sua família, pessoas com esse pensamento, o que resulta em um retardo no diagnóstico, prolonga o sofrimento do deprimido e, boicota seu tratamento. Essa visão se transfere ao doente e ele sente-se ainda pior, acha que é fraco, incapaz ou indolente.
As pessoas que assim pensam cometem vários erros do ponto de vista médico e, outros tantos do ponto de vista evangélico. Elas assim agem por interpretarem os sintomas dessa doença como puramente emocionais ou como falhas de caráter. Desconhecem os mistérios da mente em sua interação complexa envolvendo o universo biológico, emocional e espiritual.
O religioso precipitado julga o doente ignorando o verdadeiro mecanismo da sua doença, que é expressão de anomalia física e não de anomalia de caráter. Assim como o diabetes traduz a falta de insulina, a depressão reflete déficit de neurohormonios no cérebro.
Existe, logicamente, uma complexa inter-relação entre questões emocionais e o curso mais ou menos favorável dessa condição, como em qualquer outra situação de desequilíbrio orgânico.
Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor. 
I Coríntios 4:5
É interessante como a humanidade repete incansavelmente os mesmos erros relatados em sua história. Os Hansenianos contemporâneos de Jesus eram tidos como malditos e pecadores, como vítimas do castigo divino. 
Sob o prisma da medicina sabemos que humor é uma função da mente regulada por neuro-hormonios. A pessoa com distúrbio do humor não está triste ou alegre. Ela está deprimida ou eufórica. Em medicina não são sinÿnimos, podemos ter uma pessoa deprimida e alegre e, uma pessoa em euforia e triste. A tristeza é um sentimento em reação a um fato exterior. A depressão não depende de cau sa externa, daí o termo depressão endógena.
O eufórico triste está agitado, querendo fazer tudo ao mesmo tempo, só pensa em soluções mirabolantes e tem dificuldade para dormir. É claro que o mais comum é que tenhamos deprimidos tristes e eufóricos alegres. Também, enfrentamos maior dificuldade em detectarmos tristeza em um eufórico e alegria em um deprimido, pois a expressão desses sentimentos está modificada em relação ao padrão habitual.
Quando ocorre uma diminuição da produção de neurohormonios, especialmente da serotonina, ocorre alteração do humor no sentido da depressão. A euforia é mais rara e, associa-se a um distúrbio da mente mais severo conhecido como doença bipolar.
A depressão endógena, portanto, reflete déficit de neurotransmissores e a etiologia desse déficit por sua vez é multifatorial. A influência genética é bastante evidente. Trata-se de condição mais freqÿente na mulher em função da flutuação hormonal que ela sofre. A progesterona, hormÿnio da segunda fase do ciclo e, da gravidez, predispõe à depleção de serotonina, por isso a tendência feminina para alterações do humor na fase pré-menstrual.
Trata-se de doença com caráter cíclico e recorrente. Os episódios de depressão costumam ser longos durando entre seis meses e dois anos. Em suas formas graves pode levar a uma apatia intensa e até ao suicídio.
As formas leves muitas vezes são negligenciadas, pois tem manifestação algo diferente. A pessoa fica irritada, ansiosa, pode desenvolver pânico ou comportamento obsessivo compulsivo. Mesmo em sua forma leve a depressão compromete bastante a qualidade de vida do seu portador, compromete ainda seus relacionamentos profissionais e pessoais. São pessoas tidas como chatas, arrogantes, intolerantes ou cheias de manias.
Os exercícios físicos liberam endorfinas na corrente sanguínea as quais tem ação antidepressiva natural. O chocolate, fonte de triptofano, um precursor da serotonina, também tem ação antidepressiva.
Atualmente existem medicamentos seletivos e seguros para o tratamento da depressão. São os antidepressivos, que não devem ser confundidos com sedativos, hipnóticos ou tranqÿilizantes. Estes últimos causam dependência química, o que não acontece com os medicamentos específicos para depressão.
Infelizmente, drogas ilícitas e lícitas, como o álcool, também têm algum efeito antidepressivo transitório. Isso leva, comumente, ao seu uso abusivo pelos doentes em função de um busca por alívio rápido do desconforto que os consomem, especialmente, naquelas pessoas que não se sabem ou não se admitem doentes.
Assim, o risco de desenvolvimento de dependência química entre os deprimidos é aumentado. Não é incomum que o diagnóstico de depressão endógena só seja feito após a instalação de uma dependência química, especialmente entre os adolescentes.
Os antidepressivos ainda que bastante eficientes devem ser associados a exercício físico e ao suporte emocional para que se obtenha um bom controle das crises depressivas. A Distimia é um distúrbio crÿnico do humor, forma mais leve da depressão endógena que caracteriza-se por ser de longa duração. Responde bem aos antidepressivos que por sua segurança podem ser usados por extensos períodos, conforme a necessidade de cada doente.
O suporte espiritual é também fundamental para o depressivo. Reduz a influência exterior negativa e, aumenta a capacidade de reagir à doença através da busca serena de soluções seguras.
Quando afirmamos que a depressão é falta de Deus estamos julgando um doente como um simulador ou como um auto-agressor. Estamos julgando o doente como fraco e, sem vontade. E pior, como distante de Deus. Quantos enganos em relação ao Evangelho do Cristo? Ele, o Cristo, nos conclama a não julgarmos, a sermos compassivos e misericordiosos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Mateus 5:7
E, além de tudo que já expomos, uma evidência óbvia que depressão não tem como causa única a falta de Deus é que os índices dessa doença são semelhantes entre ateus e teístas.
Todas as doenças enfrentadas com o auxílio divino são mais leves e tornam-se instrumento de educação do espírito encarnado. Tendo fé a nossa dor tem um sentido, faz parte de um conjunto de bênçãos do criador em favor de nossa evolução rumo aos paramos celestiais. Com fé lutaremos pela vida e pela disposição, sem revolta e com inteligência.
Tendo fé usaremos todas as armas terapêuticas em nosso benefício e pelo tempo necessário conforme a necessidade se imponha. Caso não precisemos de medicação, usaremos apenas os exercícios físicos e o apoio emocional como alternativa suficiente, já que diversos são os tratamentos eficazes em relação a essa doença.
A premissa que depressão é falta do que fazer, falta de Deus, chilique... É desinformada e cruel.
Muitas pacientes me contaram que ao experimentarem por si próprias uma profunda e longa crise depressiva, passaram a entender que essa doença, que antes supunham ser de ordem moral ou emocional, era real, era verdadeiramente física. Aquele que supera a depressão endógena adquire um aprendizado especial, ele sente a realidade da doença e, deixa de cultivar conceitos equivocados sobre este mal.
Entretanto, gostaríamos que o processo de esclarecimento, sobre uma condição relativamente freqÿente, se desse mais amplamente. Se desse além da experiência pessoal. Daí a redação e publicação desse texto que pretende disponibilizar informações para pessoas saudáveis permitindo que acolham respeitosamente as necessidades dos doentes com os quais convivem.
Giselle Fachetti Machado
DEPRESSÃO, O MAL DO AMOR

Postado por Liudmila Carla Pinheiro em 26 dezembro 2011 às 23:30

"DEPRESSÃO, O MAL DO AMOR"
--------------------------------------------------------------------------------
A DEPRESSÃO NA VISÃO ESPÍRITA
A depressão pode ser conceituada como uma alteração do estado de humor, uma tristeza intensa, um abatimento profundo, com desinteresse pelas coisas. Tudo perde a graça, o mundo fica cinza, viver torna-se tarefa difícil, pesada, com idéias fixas e pessimistas.
Poderíamos considerá-la como uma emoção estragada. As emoções naturais devem ser passageiras, e circularem, normalmente, sem desequilibrar o ser. A tristeza, por exemplo, é uma emoção natural, que nos leva a entrar em contato conosco, à introspecção e à reflexão sobre nossas atitudes. Agora, uma vez estagnada, prolongada, acompanhada de sentimento de culpa, nos leva a depressão.
Podemos dividir a “depressão”, em três formas, de acordo com o fator causal:
Depressão Reativa ou Neurose Depressiva: - esta depende de um fator externo desencadeante, geralmente perdas ou frustrações, tais como: separação, perda de um ente querido, etc.
Depressão Secundária a Doenças Orgânicas: - acidente vascular cerebral (“Derrame”), tumor cerebral, doenças da tireóide, etc.
Depressão Endógena: - por deficiência de neurotransmissores. Exemplos: depressão do velho, depressão familiar e psicose maníaco-depressiva.
Estima-se que somente no Brasil incida em cerca de 14% da população, ou seja, temos cerca 21 milhões de deprimidos.
Se partirmos para a população mundial encarnada e desencarnada que povoa o planeta Terra, e segundo as informações dos Espíritos, esta está em torno de 21 bilhões de Espíritos.
Assim, teremos, então, um número bem maior, aproximadamente, em 2.940.000.000 de seres humano-espirituais sofrendo desta enfermidade nos dois planos da vida. Considerando, assim, a estatística do Brasil.
Ela afeta todo o ser, acarretando uma série de desequilíbrios orgânicos, sobretudo, comprometendo a qualidade de vida, tornando a criatura infeliz e com queda do seu rendimento pessoal.
André Luiz, Espírito que foi médico, atualmente, desencarnado, citado nas suas obras psicografadas pelo médium Francisco Cândido Xavier, do Brasil, nos diz que os estados da mente são projetados sobre o corpo através dos bióforos que são unidades de força psicossomáticas, que se localizam nas mitocôndrias.
A mente transmite seus estados felizes ou infelizes a todas as células do nosso organismo, através dos bióforos.
Ela funciona ora como sol irradiando calor e luz, equilibrando e harmonizando todas as células do nosso organismo, e ora como tempestades, gerando raios e faíscas destruidoras que desequilibram o ser.
Segundo Emmanuel, Espírito, desencarnado e mentor do mencionado médium Francisco Cândido Xavier, a depressão interfere na mitose (divisão) celular, contribuindo para o aparecimento do câncer e de outras doenças imunológicas, sobretudo, a deficiência imunitária facilitando às infecções.
Na depressão existe uma perda de energia vital no organismo, num processo de desvitalização.
O indivíduo perde energia por dois mecanismos principais:
1°) Perde a sintonia com a Fonte Divina da Energia Vital: o indivíduo não se amando como deve, com o sentimento de auto-estima em baixa, afasta de si mesmo, da sua natureza divina, o elo de ligação com a fonte inesgotável do Amor Divino.
Além do mais, o indivíduo ao se fechar em seus problemas e suas mágoas, cria um ambiente vibracional negativo, que dificultada o acesso da Espiritualidade Maior em seu benefício.
2°) A criatura humana fica envolvida em torno de si mesma, não procurando desenvolver potencialidades evolutivas, vivendo intensamente as experiências e os desafios que a vida lhe apresenta, desperdiça energia nos sentimentos de autocompaixão, tristeza e lamentações. Sofre e não evolui.

CAUSAS PRINCIPAIS
A depressão está frequentemente associada a dois sentimentos básicos: a tristeza e a culpa degenerada em remorso.
Quando por algum motivo infringimos a lei natural, ao tomarmos consciência do erro cometido, temos dois caminhos a seguir:
1 - Erro > Consciência> Arrependimento> Tristeza>Reparação.
2 - Erro> Consciência> Culpa-remorso (idéia fixa) > Depressão.
O primeiro caminho é o meio natural de nosso aperfeiçoamento.
Uma vez tomando consciência de nossas imperfeições e erros cometidos, empreendemos o processo de regeneração através de lições reparadoras.
De outra maneira, ao invés de nos motivarmos a nos recuperarmos, nós nos abatemos, com sentimento de desvalia, de autopunição, e se permanecermos atrelados ao passado de erros, com idéias fixas e auto-obsessivas, nós estaremos caminhando para o estado de depressão, que é improdutivo no sentido de nossa evolução.
Outra condição que nos leva à depressão é citada pelo “Espírito François de Geneve, no Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo V item 25 (A Melancolia), onde relata que uma das causas da tristeza que se apodera de nossos corações fazendo com que achemos a vida amarga é quando o Espírito aspira a liberdade e a felicidade da vida espiritual, mas, vendo-se preso ao corpo, se frustra, cai no desencorajamento e transmite para o corpo apatia e abatimento, se sentindo infeliz.
Para François de Geneve, então, a causa inicial é esta ânsia frustrada de felicidade, liberdade almejada pelo espírito encarnado, acrescido das atribulações da vida com suas dificuldades de relacionamento interpessoal, intensificada pelas influências negativas de espíritos encarnados e desencarnados.”
Outro fator que está determinando esta incidência alarmante de depressão nos nossos dias é o isolamento a insegurança e o medo que são acometidas as pessoas na sociedade contemporânea.
Absorvido pelos valores imperantes como o consumismo, a busca do prazer imediato, a competitividade, a necessidade de não perder, de ser melhor, de não falhar, o homem está se afastando de si e sua natureza.
Adota então uma máscara (persona), que utiliza para representar “um papel” na sociedade.
E, nesta vivência neurotizante, ele deixa de desenvolver suas potencialidades, não se abre, nem expõe suas emoções, pois estas demonstram que de fato ele é.
Enclausurado, fechado nesta carapaça de orgulho e egoísmo, ele se isola e se sente sozinho.
Solidão, não no sentido de estar só, mas de se sentir só.
Mais do que se sentir só é a insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma.
O indivíduo nessa situação precisa se cercar de pessoas e de coisas para ficar bem, pois, desconhece que ele se basta pelo potencial divino que tem.
A solidão é conseqüência de sua insegurança, de sua imaturidade psicológica.
Nos primeiros anos de vida, as crianças enquanto frágeis e inseguras é natural que tenham necessidades de que as pessoas vivam em função delas, dando-lhes atenção e proteção.
É a fase do egocentrismo, predominantemente receptiva.
Com o seu amadurecimento, começa a criar uma boa imagem de si, tornando-se mais segura, e a partir de então, passa a se doar, a se envolver e a participar mais do mundo.
O que acontece é que certas pessoas, por algum motivo, têm dificuldades neste processo de amadurecimento afetivo, mantendo-se essencialmente receptivas e não participativas, exigindo carinho, respeito e atenção, sem se preocuparem, da mesma forma com os outros.
Fazendo-se de vítimas e de pobre coitadas, sem se responsabilizarem por si.
Conseguem o seu equilíbrio às custas das conquistas exteriores.
As primeiras frustrações que se depara, não toleram, pois expõem suas fraquezas e isto motiva um quadro de depressão.
Em alguns idiomas, doença e vazio tem a mesma tradução.
A doença seria decorrente de um vazio de sentimentos que gera depressão e o adoece o ser.
Dificuldade de amar o semelhante, pois o sentimento de amor, de generosidade para com o próximo, é um sentir de dentro para fora.
Este sentimento de amor ao próximo, nada mais é do que uma extensão do nosso amor, da nossa sintonia com o Deus interior que nós temos dentro de nós.
A pessoa que tem dificuldade nesta composição de amar a si e, por conseqüência, amar o próximo, deixa de receber o amor e a simpatia do outro, e não consegue entrar em sintonia com a fonte sublime e inesgotável do amor Divino.
Nós limitamos aquilo que recebemos de Deus, na medida do quanto doamos ao próximo.
Quem ama muito, muito recebe.
Quem pouco ama, pouco recebe.
Esse afastamento de si, e, por conseguinte de Deus, gera a tristeza, o vazio, a depressão e a doença.
O TRATAMENTO
A depressão é um sintoma que nos diz que não estamos amando como deveríamos.
O caminho para sairmos dela é preencher este vazio com a recuperação da auto-estima e do amor em todos os sentidos.
Primeiro, procurando nos conhecer e nos analisar, com o intuito de nos descobrirmos, sem nos julgarmos, sem nos punirmos ou nos culparmos.
E depois, nos aceitarmos como somos, com todas as nossas limitações, mas sabendo que temos toda a potencialidade divina dentro de nós, esperando para desabrochar como sementes de luz.
Isto nada mais é do que desenvolver a fé em si e no Criador, sentimento este que transforma e que nos liga diretamente a Deus.
Uma pessoa consciente de sua riqueza interior passa a ter segurança e fé nas suas potencialidades infinitas, começando a gostar e acreditar em si, amando-se e a partir de então, sentindo necessidade de expandir este sentimento a tudo e a todos.
Começa assim a se despertar para os verdadeiros valores da vida espiritual, transformando-se numa pessoa feliz e sorridente, pois onde existe uma pessoa carrancuda há algo de errado; o seu semblante sombrio está ligado e demonstra um ser doente.
Sorria e seja feliz amando e servindo sempre.
A terapia contra a depressão se baseia no amar e no servir, se envolvendo em trabalhos úteis e no serviço do bem.
Seja no trabalho profissional, no trabalho do lazer, ou no trabalho de servir ao próximo, o indivíduo se ocupa e exercita o amor, e deixa de se envolver com as lamentações, pois a infelicidade faz seu ninho no íntimo dos sentimentos de cada um.
Dificilmente conheceremos um deprimido entre aqueles que trabalham a serviço do bem.
Para doarmos este amor, não basta somente fazermos obras de caridade, temos que nos tornarmos caridosos; antes de fazermos o bem temos que ser bons.
Darmos um pão, um agasalho, mais junto disto colocarmos uma boa dose de afeto e carinho.
Acima de tudo ser generosos, que é a caridade do afeto.
As pessoas estão com fome de amor, de calor humano, de um ombro amigo, um abraço, um aconchego e uma palavra de carinho.
Às vezes, com um simples sorriso, um bom dia, um olhar afetuoso, nós estamos doando a energia e transmitindo a vida.
O homem alcançou um enorme progresso intelectual, satisfazendo suas necessidades materiais com os avanços tecnológicos.
Porém, ainda se depara com enormes dificuldades na convivência fraterna com o seu semelhante.
Estamos cada vez mais próximos um dos outros através dos meios de comunicação e, no entanto, mais afastados emocionalmente.
Agora, o homem está sentindo a necessidade premente de desenvolver a afetividade, de se envolver, amar e sentir o seu semelhante.
Temos que ressuscitar e liberar a criança que está esquecida dentro de nós.
Para resgatarmos esta criança que adormece em nós, é necessário que vejamos o mundo de forma positiva e otimista.
A nossa criança interior, geralmente se encontra retraída e oprimida, porque a vida nos apresenta de forma desagradável; ainda não vivemos de forma natural, espontânea, e isto, gera ansiedade e sofrimento.
Como a criança é movida pelo prazer ela se recolhe e não se manifesta.
A criança não se julga e não se pune.
Ela apenas vive o hoje, o momento de agora, integrada perfeitamente a Deus e à natureza.
“Deixai vir a mim as criancinhas porque o reino dos céus é de quem vos assemelham”. – com estas palavras quis Jesus dizer que teremos que ser puros, autênticos, integrados com a nossa natureza divina, sem fugas ou máscaras, para alcançarmos a nossa evolução espiritual.
Ter atitudes, como lidar com animais, brincar com crianças, atividades criativas como a pintura, tocar um instrumento, fazer pequenas tarefas domésticas, cozinhar, manter uma conversa amena, contar um caso, ver um bom filme, escutar uma música, cantar, sorrir, ouvir com atenção, olhar com ternura, tocar as pessoas, abraçar, fazer um elogio sincero, curtir a natureza, admirar o pôr do sol, etc.
Estas são tarefas que muito nos ajudará a reencontrarmos o equilíbrio e a harmonia interior.
Manter sempre o bom humor.
Aquele que tem no ideal de servir uma meta de vida, será sempre uma pessoa feliz.
Na vida o que mais importa é o amor e o bem querer das pessoas e viver suas emoções; não se deixar afetar por coisas pequenas.
Muitas vezes nos deixamos abater por problemas que se olharmos com olhos de Espíritos eternos em passagem pela Terra, não valorizaríamos o fato ou o acontecimento na vida.
Substituir sentimentos de auto-piedade por boas vibrações em favor dos que sofrem.
Se olharmos com atenção e interesse ao nosso redor veremos que existem pessoas com problemas muito piores, que os nossos a pedir socorro.
Procurar praticar atividades físicas regulares, como a caminhada, um esporte, um lazer.
A mente parada começa a criar pensamentos negativos, que se assemelham a lixos amontoados dentro de casa.
Com estas atividades, você estará desviando sua mente destes pensamentos deletérios.
Tornar-se empreendedor, dinâmico, criando idéias novas e construtivas em benefício dos semelhantes com motivação para implementá-las, junto ao grupo ou a comunidade que pertence.
Não fique estagnado esperando que as coisas aconteçam em seu favor.
Aja em favor do próximo e não se surpreenda se você for o mais beneficiado.
Leituras edificantes, uma conversa com um amigo, um terapeuta ou um orientador espiritual ajuda a você a ver o problema por outro ângulo.
Ou um diálogo fraterno em uma instituição Espírita Kardecista.
A oração é um recurso indispensável no processo da recuperação.
Através dela estabelecemos sintonia com a Espiritualidade Maior, facilitando o caminho para que nos inspirem e revigorem nossas energias.
Não nascemos para sofrer.
A vontade de Deus é a nossa alegria e a nossa felicidade.
Se sofrermos é por nossa causa.
Os nossos problemas e nossas dificuldades devem ser interpretadas como instrumentos para nossa evolução.
Nunca devemos nos deprimir ou nos revoltar contra eles.
O melhor aprendizado é aquele que tiramos de nossa própria vida.
O Vocábulo “crise” em algumas línguas pode ter dois significados: a oportunidade ou perigo.
Oportunidade de crescimento ou perigo de queda.
O que importa é sabermos que os problemas que deparamos na vida só surgem quando já temos condições de solucioná-los.
Como disse o Mestre Jesus: “O Pai não coloca fardos pesados em ombros fracos.”
Deste modo, ficamos mais fortes ao saber que temos todas as condições interiores, para enfrentar as dificuldades que a vida nos apresenta.
Ter consciência, que acima de tudo, tem um Deus maior a zelar por nós e que nunca nos abandona.
Confiar em Jesus e seguir seu exemplo de vida:
“Eu sou o Bom Pastor; tende bom ânimo; não se turbe o vosso coração; vinde a mim vós que andais afadigados, cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei.”.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Milagre de Natal

Mensagem de Natal 

Quero neste Natal
Desejar não somente que tenha muitas felicidades neste dia
Mas sim que Milagres te dominam,
E te faça perceber que Natal
Não está somente na virada do dia 24 de Dezembro para o dia 25,
Mas está em todos os dias do ano.
Nesta virada está apenas a concretização de todos os desejos
Feitos durante todo o ano que se passou.
A noite de Natal é fantástica
A cidade fica toda iluminada,
As pessoas sorridentes,
E em instante tudo fica em paz...
O Milagre do Natal
Está no nascimento de nosso salvador
Jesus Cristo,
Ele com toda certeza não deseja um único instante de paz,
Mas deseja que todos tenham um milagre dentro de si.
O céu se ilumina,
Em homenagem a este dia tão sagrado entre todas as famílias.
Os pedidos são de prosperidade, paz e amor...
Mas se Natal é todos os dias do ano,
Por que então deixar para desejar felicidades
Somente em um único dia destes 365???
O Milagre de Natal está no sorriso que no dia-a-dia
Encontramos nas pessoas andando nas ruas,
Nas crianças brincando,
Enfim
O Milagre Natalino está no desejo de cada um de ser feliz.
Pois Milagres existem sim,
Principalmente com tamanha benção de Deus,
Muitas Glórias, Conquistas e Emoções podem ser desejadas
Pois o Natal do dia 25 está chegando,
Faça seus desejos e acredite em todos eles,
Pois estão prestes a se concretizar nesta noite especial...
FELIZ NATAL!!!
E MUITA PROSPERIDADE NESTE DIA
E EM TODOS OS DIAS DO ANO
QUE ESTÁ PRESTES A NASCER!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011


A CIÊNCIA DA LUZ E DA GLÂNDULA PINEAL

Luz: A mais antiga terapia retornando para o novo tempo
A terapia da luz, que surge como uma grande promessa para a humanidade nesta virada do milênio, já era praticada desde o início dos tempos por diversas culturas. Já na bíblia encontramos a expressão em que Deus, o Criador disse: "Fiat Lux" (faça-se a luz) e a vida começou. Jesus na sua passagem pela terra curava com a luz de Deus e até hoje a humanidade recorre à luz do espírito para curar aqueles males que a ciência não consegue desvendar. Encontramos nos textos antigos que os médicos gregos e do antigo Egito praticavam curas por exposição à luz solar. Heliópolis, a cidade grega do sol, era uma verdadeira cidade de cura pela luz. Fundada por Heródoto, pai da helioterapia, foi concebida com inúmeros templos de cura onde se praticava a terapia solar através dos seus componentes espectrais (cores).
Embora se atribua ao antigo Egito a descoberta da terapia cromo-espectral, foram os gregos através da helioterapia, que deram início às práticas da atualmente conhecida cromoterapia. Os antigos egípcios valendo-se do fato de que a cor vermelha estimula, enquanto que a cor azul relaxa e revigora, desenvolveram a base da cromoterapia para tratar tanto doenças físicas, mentais ou emocionais.
Pitágoras, que viveu na Grécia 500 anos antes de Cristo, já praticava a terapia cromo-espectral. Hipócrates e Galeno, médicos gregos do início da nossa era, também conheciam as qualidades terapêuticas da luz, embora de maneira intuitiva. Aristóteles foi o primeiro a afirmar que a luz se propagava em forma de ondas, sendo Ptolomeu quem descobriu o fenômeno da refração, toda vez que a luz atravessa dois meios de natureza diferente.
Em 1672, Isaac Newton, utilizando um prisma, foi o pioneiro na descoberta de que a luz, no seu espectro visível, ao incidir num prisma, se decompõe nas cores do arco-íris. Em 1676, Ole Römer, foi o primeiro a medir a velocidade da luz, iniciando-se assim, a ciência que estuda as características físicas da luz: a ótica.
Quase que ao mesmo tempo, em que surgem os primeiros enfoques científicos sobre a luz e suas propriedades, surgem escritores e filósofos como Shakespeare e Descartes, que não só perceberam a importância da luz como fenômeno físico, mas também, a sua relação com a essência humana. Eles descobriram que os olhos, portadores da luz para o corpo, a mente e o espírito, constituíam uma via de acesso para se chegar à integração do ser com sua essência, com o meio externo, com o universo e com Deus.
O filósofo e escritor alemão Goethe, em 1840 lança sua obra "Teoria das Cores" onde é registrada por primeira vez na história, a influência que a cor exerce nas nossas vidas à nível físico, mental e emocional. A partir deste ponto surge um novo enfoque no estudo da luz e seus efeitos na vida humana.
Os médicos do século XIX se envolvem nas experiências de tratamentos de doenças, como a paralisia e tuberculose, com a luz solar e as cores. Em 1876 Augustus J. Pleasanton publica seu livro "Luzes do sol e azuis", onde relata os efeitos da luz azul no sistema glandular, no sistema nervoso e nos órgãos secretivos. Em 1877 o Dr. Seth Pancoast publicou seu livro "Luzes vermelhas e azuis", onde trata do poder bactericida da luz violeta. Em 1878 o dr. Edwin Babbitt publicou seu clássico "Os princípios da luz e da cor", onde relata incontáveis experiências de cura, das mais diversas desarmonias, atuando com luz colorida de diferentes cores e matizes. Esta obra despertou o interesse da classe médica pela terapia da luz e continua sendo objeto de estudo até os dias de hoje. Seguidamente descobertas, como o poder bactericida da luz ultravioleta, assim como, o reconhecimento da influência da luz na produção da vitamina D e sua incidência no tratamento do raquitismo, foram fatos que despertaram cada vez mais, o interesse dos médicos da época pelo estudo da terapia da luz. Em 1920 o médico indiano Dinshah P. Ghadiali funda o "Spectro-Chrome Institute", destinado a treinar médicos e outros terapeutas, na "terapia da luz e da cor" e em 1933 publica sua obra de três volumes: "Spectro-Chrome Metry Encyclopedia".
Nesta obra, Ghadiali, relata que todo elemento químico em estado de ativação, emite uma radiação característica dentro do espectro de bandas coloridas, chamada de linhas espectrais de Fraunhofer. Esta radiação definida por uma freqüência e um comprimento de onda, é única para cada elemento e podemos considerá-la como sendo as "impressões digitais" do elemento. Ghadiali também descobriu que quando um elemento é exposto à luz branca, ele absorve a freqüência correspondente à sua banda espectral e emite luz nessa mesma freqüência. Tal o caso do ferro na fotossíntese, em que absorve da luz branca a banda espectral correspondente à cor verde e emite essa mesma banda de freqüência, conferindo a cor verde aos vegetais. Ele concluiu que estando o corpo humano constituído de muitos elementos químicos, também ele deve absorver luz de uma dada freqüência e emiti-la ao exterior, através do campo electromagnético que envolve o corpo, que os antigos chamaram de aura.
Então, Ghadiali, estudou o espectro de Fraunhofer para cada elemento dentro do corpo e comparou cada emissão de cor primária do elemento com sua função fisiológica. Concluiu que a principal cor emitida pelo elemento estava relacionada à função do mesmo no corpo; portanto, quando essa cor fosse aplicada terapeuticamente, auxiliaria a função deste elemento no organismo. Desenvolveu assim, um conjunto de 12 filtros de cor a serem utilizados como sistema cromo-espectral de cura, dando origem às bases de uma nova terapêutica, que prometia revolucionar a ciência médica da época, com o início de uma terapia não invasiva que permitia tratar das doenças do corpo, da mente e da alma através da luz.
No tempo em que Dinshah Ghadiali desenvolvia o sistema cromo-espectral, o Dr. Harry Riley Spitler introduz uma pesquisa que iria revolucionar a medicina da época. Spitler, baseado nos estudos dos trabalhos de Babbitt e Ghadiali, implanta a terapia da Luz no sanatório que dirigia. Com base nos resultados obtidos, Spitler descobre que a terapia da luz que utilizava a aplicação de luz colorida, oferecia novas perspectivas de crescimento em aplicações e eficácia, quando a luz era direcionada através dos olhos.
Descobriu que tanto o sistema nervoso autônomo, quanto o sistema endócrino, estavam ligados ao cérebro através dos olhos. A luz que penetra no corpo através dos olhos, estaria restaurando o equilíbrio desses sistemas e de outras funções do cérebro. Assim, Spitler dá início a uma nova abordagem da terapia da luz, a qual chamou de sintônica. A sintônica refere-se ao equilíbrio fisiológico do sistema nervoso. Spitler descobriu também, que a cura pela luz não se processava de igual maneira com todos os indivíduos e que dependia do seu biótipo e constituição física/emocional. Spitler desenvolve então, um sistema mais completo que seus antecessores, onde relaciona a constituição e o biótipo da pessoa, baseando a terapia na energia e na freqüência da luz transmitida, em vez de baseá-la no uso de filtros coloridos, pois embora cada cor de filtro gerasse uma freqüência característica de luz, devido ao biótipo, ela não seria igualmente absorvida pelo receptor.
Spitler e seus seguidores continuaram com sucesso suas experiências até os nossos dias, baseados na comprovação científica de que os olhos são verdadeiramente as "janelas da alma". Em 1938 Spitler dá sustentação e base científica ao surgimento de uma nova terapia não invasiva que prometia revolucionar a medicina: a terapia da luz.
Mas, ao mesmo tempo em que Spitler iniciava sua escalada surpreendente dentro da classe médica, treinando médicos e outros profissionais da saúde, nesta nova visão da cura pela luz, no College of Syntonic Optometry, um fato científico muda o foco de atenção da medicina para a farmacologia.
Foi o prêmio Nobel, outorgado ao dr. Domagk, pela descoberta da sulfanilamida, que deu início ao redirecionamento e a uma nova fase da ciência médica: a da medicina medicamentosa , onde as doenças são tratadas quimicamente, priorizando a eliminação dos sintomas, ficando em segundo plano, os tratamentos que visam reequilibrar o indivíduo gerador da doença.
Ofuscada pela nova droga, a terapia da luz implantada por Spitler em sua clinica, foi ficando obsoleta e passou temporariamente para a clandestinidade.
Apesar da resistência da classe médica, os estudos do Dr. Spitler continuaram e suas descobertas também. Mesmo sem grande aceitação na área médica, o College of Syntonic Optometry continua até os dias atuais, desenvolvendo e divulgando as descobertas da terapia da luz através dos olhos.
Após a morte do Dr. Spitler em 1961, seus alunos e seguidores continuaram com o instituto, hoje dirigido pelo Dr. Jacob Liberman, autor da obra "Luz A Medicina do Futuro", obra que constitui uma verdadeira homenagem aos pioneiros da cura pela Luz.
Na década de 70, o Dr. Robert Gerard em sua tese de psicologia, demostrou como os sentimentos e emoções são influenciados pela visão de determinadas cores e sua relação com o sistema nervoso autônomo.
O Dr. Harry Wohlfarth, focalizando também o sistema nervoso autônomo (SNA), conseguiu através de estudos empíricos, verificar a influência das cores no SNA e a sua incidência na pressão arterial, na freqüência respiratória e no ritmo cardíaco.
Nesta mesma época, surgem outras pesquisas envolvendo a luz e a cor, através das observações do Dr. Max Lüscher, que estudou profundamente o tema: "preferência pela cor".
Baseado nos estudos da obra de Ghadiali, a qual sustenta que a preferência por uma determinada cor está ligada à ausência desta mesma cor dentro do indivíduo, na forma do elemento químico gerador e emissor da cor, Dr. Lüscher descobriu que a preferência por uma cor está associada a um estado mental e a um estado de equilíbrio hormonal.
A experiência consistia em submeter repetidamente, uma região específica do cérebro de um coelho, (que era o final do caminho percorrido pela luz, desde o olho até a glândula pineal), à luzes de cores diferentes. Observou-se que algumas cores estimulavam a função endócrina, enquanto outras, podiam inibir, e até, desequilibrar completamente tal função.
A partir desta experiência, chegamos aos anos 90 com a confirmação de que, diferentes cores (comprimentos de onda diferentes) ao incidirem através do olho humano, na glândula pineal, afetariam o sistema endócrino e o sistema nervoso autônomo, o qual, por sua vez, influenciaria, através do nervo vago, todos os órgãos internos, assim como os órgãos dos sentidos e as funções periféricas do corpo.
O Dr. Lüscher descobriu também, em suas pesquisas, que à nível mental, as reações de um indivíduo a determinados comprimentos de onda, estavam associadas à sua primeira memória, anterior e única, localizada na região dos gânglios da base do cérebro, ligada às informações provenientes das profundezas de seu centro (da sua Alma talvez?). Neste ponto, podemos observar que a ciência dos anos 90 parece estar demonstrando a autenticidade das informações que os antigos obtiveram de forma intuitiva.
Tal o caso da teoria dos Chakras, encontrada em escritos tibetanos antigos, onde se sustenta que a luz entra no corpo através dos olhos (janelas da alma) até a pineal (sede da alma) e continua percorrendo um sistema de 7 centros energéticos, os quais localizam-se exatamente nos locais das principais glândulas endócrinas.
Estes centros se correspondem com diferentes estados de consciência pessoal e aspectos da personalidade, além de se comunicarem entre si, por uma rede de finos canais energéticos, chamados de nadis, que se estendem fora do corpo físico. Os antigos consideravam que pelos nadis a energia da fonte da vida se tornava matéria.
Segundo o Dr Jacob Liberman, afirmou em sua obra: "Luz a medicina do futuro", ed. Siciliano, edição 1994, pág. 61: "Talvez seja a hora de compreendermos que nosso conhecer intuitivo antecedeu nossas descobertas científicas. Será que não estamos, na verdade, utilizando o método científico para comprovar o que já sabemos?"
Em 1982, a Dra. Sharon McDonald deu outra valiosa contribuição à terapia da luz, submetendo 60 mulheres de meia idade portadoras de artrite reumatoide, à exposição com luz azul. Da experiência, resultou que as dores diminuíam enquanto as regiões afetadas permaneciam expostas à luz azul. Também observou que quanto maior o tempo de exposição, maior era o benefício obtido.
Em 1985 o Dr. John Ott abre um grande portal nas pesquisas da terapia da luz, lançando o filme "Explorando o espectro" , onde mostra as observações microscópicas dos efeitos da luz sobre os padrões de movimento dos cloroplastos (componentes celulares portadores da clorofila).
Inicialmente, submeteu os cloroplastos à luz de espectro total e seguidamente fez a mesma experiência, colocando filtros vermelho e azul. O Dr. Ott observou que o padrão de movimento era alterado e interrompido, quando utilizava luz filtrada e ele retornava ao normal quando colocada uma fonte de luz ultravioleta que reproduzia características próximas ao espectro solar.
John Ott deu sua grande contribuição ao demostrar os efeitos que determinados comprimentos de onda provocavam à nível celular, tanto em organismos animais, quanto vegetais. Esta experiência abriu espaço para direcionar as pesquisas da terapia da luz em relação às doenças que afetam os processos celulares, como a mutação do DNA que ocorre nos casos de câncer e até mesmo na AIDS.
Posteriormente, a Dra. Smith Sonneborn, professora de zoologia e fisiologia, com base nas experiências do Dr. Ott, iniciou uma pesquisa utilizando organismos unicelulares, chamados parmécios. Ela descobriu que para uma célula se tornar cancerosa, em primeiro lugar, ela teria que sofrer uma alteração no seu componente hereditário responsável pelo reparo celular presente no DNA, por outro lado, ela verificou que as células velhas apresentavam acúmulo de DNA alterado. Seguidamente, direcionou a sua pesquisa no sentido de verificar se era possível recuperar as células danificadas e rejuvenescer as envelhecidas, para assim, eliminar o risco de se tornarem cancerosas. As pesquisas foram um verdadeiro sucesso e demonstraram claramente, que determinados tipos de luz do espectro visível, revertiam o processo de envelhecimento celular, assim como, reparavam as células cancerosas.
Os resultados destas pesquisas, surgidos na década de 90, se aproximam cada vez mais, das atuais e novas abordagens terapêuticas, que contribuem ainda mais, para a sustentação da terapia da Luz e da cor.
Um novo estágio na terapia da luz se inicia a partir de 1989, das descobertas do Dr. Russel J. Reiter, em relação a melatonina, o hormônio e neurotransmissor liberado pela glândula pineal.
A melatonina é produzida pela glândula pineal e regulada pelo ciclo diário de claro e escuro (conhecido como ritmo circadiano) . A glândula pineal está ligada aos olhos e o escuro lhe serve de sinal para iniciar a produção de melatonina. A glândula pineal está conectada aos olhos (as janelas da alma) por uma via nervosa direta, que produz a melatonina, ao escurecer, ajudando a regular o ritmo biológico básico de cada órgão, cada tecido e cada célula do corpo. Ela regula ainda, outros rítmos, como o ciclo do sono e vigília e o início da puberdade.
A partir dos numerosos estudos e pesquisas à respeito da ampla gama de propriedades da melatonina, a glândula pineal foi se tornando cada vez mais objeto de interesse da ciência, sendo hoje considerada como a nova glândula-mestre responsável pelo relógio biológico e pela liberação da melatonina, hormônio responsável pela produção de uma ampla variedade de hormônios que regulam diversos processos orgânicos, desde a digestão até a reprodução.
A melatonina no cérebro age como indutora do sono; no coração e no sistema circulatório, reduz a formação de coágulos, o que por sua vez, ajuda a proteger o organismo de ataques e derrames. Na corrente sangüínea, aumenta a capacidade de produção de anticorpos fortalecendo o sistema imunológico. E finalmente, no corpo inteiro, a melatonina age diretamente sobre as células, como antioxidante, protegendo-as dos danos provocados pelos radicais livres, considerados os vilões responsáveis pelo envelhecimento.
Os radicais livres são compostos químicos produzidos no processo de degradação e oxidação das proteínas e são altamente instáveis e reativos, capazes de atacar a parede celular e provocar mutações do DNA da mitocôndria, afetando assim, os processos de reparo e renovação celular, dando origem ao envelhecimento e a produção de células cancerígenas.
Foi comprovado que a melatonina constitui um poderoso antioxidante que inibe os ataques à membrana celular por radicais livres, protegendo o mecanismo de reparo e renovação celular, restringindo os processos de envelhecimento. Deste ponto de vista, a glândula pineal responsável pelo relógio biológico, torna-se também, a controladora do relógio anti-envelhecimento. A glândula pineal conectada aos olhos e alimentada pela luz através deles, é a diretora geral do equilíbrio entre os processos orgânicos internos e o meio externo. Se examinarmos do ponto de vista holístico, a Pineal através da luz, governa a integração e o equilíbrio entre os processos internos do ser humano e o resto do universo.
A glândula pineal considerada em 1616, como a sede da alma por René Descartes, como o centro do chakra da coroa pelos indianos e iogues, o lugar de encontro com Deus, na tradição hebraico cristã e o lugar por onde entra a energia da vida no meridiano do fígado, para os chineses, sendo posteriormente subestimada pela ciência, que a considerou como o apêndice do cérebro, hoje volta a ser o centro das atenções da ciência devido a sua possível função como "fonte da juventude", a partir das propriedades da melatonina.
Do ponto de vista filosófico, religioso e metafísico a pineal também está sendo objeto de estudos, ocupando um lugar de destaque, pois muitas técnicas de meditação e trabalhos com energia, têm revelado um aumento dos potenciais e das funções atribuídas à pineal. Assim como a ciência demostrou que as funções da pineal são afetadas pela luz e o equilíbrio luz-escuridão, também foi detectado que a glândula pineal responde não apenas à luz solar, mas também, à luz espiritual, ou seja, a luz que os olhos visualizam em estados de meditação ou de oração profundos.
Surge neste momento uma reflexão: de igual maneira, como ocorreu com a abordagem sobre a glândula pineal, que ocupou um lugar de destaque para os antigos, sendo posteriormente subestimada pela ciência moderna, e que volta hoje, a ser objeto de estudos, como a grande glândula-mestra, que promete desvendar os mistérios da vida e da eterna juventude, talvez de maneira semelhante, a terapia da luz, que chegou ao seu auge entre os antigos, e que foi encostada pela ciência do século passado, volte nos dias de hoje, como uma revolucionária terapia não-invasiva que está mostrando excelentes resultados em áreas onde as terapias convencionais fracassaram, iniciando-se uma nova fase evolutiva da ciência e da filosofia, nas quais a luz e a linguagem das cores, sejam o alimento e o remédio do futuro.
Estamos sem dúvida, no limiar do surgimento de uma nova base para a existência humana na face da Terra, onde uma integração ciência-espiritualidade se faz absolutamente necessária para evitar retrocessos no processo evolutivo. Cabe a cada ser humano a grande responsabilidade de honrar a vida em todas as suas formas de manifestação da luz de Deus.

Bibliografia:
Light the medicine of future , Jacob Liberman - Bear & Company 
Luz a medicina do futuro, Jacob Liberman - Ed. Siciliano
Homem, Comunicação e Cor, Irene T. Framckoowiak - Ed. Ícone
Corpo Território do Sagrado, Evaristo Eduardo de Miranda - Ed. Loyola
Death of Ignorance, Dr. Fred Bell - New Age Press
Melatonina a Fonte da Juventude - Steve J. Bock - Ed Campus
O Espírito este desconhecido, Jean E. Charon - Ed. Melhoramentos
As Origens da Vida, Jules Carles - Edições 70


Exibições: 110