quarta-feira, 6 de abril de 2016

Em tempos de tempestade, orar, vigiar e estudar são os melhores remédios...



Procuremos, agora, ilustrar, entre os defeitos que mais comumente manifestam-se em nós, o orgulho e a vaidade. Busquemos tranqüilamente conhecê-los, tão profundamente quanto possível, sem mascarar os seus impulsos dentro de nós mesmos. Entendamos que a tolerância começa de nós para nós mesmos. Assim, o nosso trabalho de prospecção interior é suave, e não podemos nos maldizer ou nos martirizar pelos defeitos que ainda temos. Vamos, então, trazer aos níveis de nossa consciência aquelas manifestações impulsivas que nos dominam de certo modo, e que, progressivamente, desejamos controlar.

Vejamos, então, como identificar em nós o orgulho e a vaidade.

Orgulho

“Aquele que fio encontra a felicidade senão na satisfação do orgulho e dos apetites grosseiros é infeliz quando fio os pode satisfazer, enquanto que aquele que fio se interessa pelo supérfluo se sente feliz com aquilo que, para os outros, constituiria infortúnio.”
(Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Livro Quarto. Capítulo 1. Penas e Gozos Terrenos. Parte dos comentários à resposta da pergunta 933.).

“O orgulho vos induz a julgardes mais do que sois, a não aceitar uma comparação que vos possa re­baixar, e a vos considerardes, ao contrário, tão acima dós vossos irmãos, quer em espírito, quer em posição social, quer mesmo em vantagens pessoais, que o menor paralelo vos irrita e aborrece. E o que acontece, então? Entregai-vos à cólera.”
(Allan Kardec. O Evangelho Segundo Q Espiritismo. Capítulo IX. Bem-aventurados os Brandos e Pacíficos. A Cólera.).

As principais reações e características do tipo predominantemente orgulhoso são:

1. Amor-próprio muito acentuado: contraria-se por pequenos motivos;
2. Reage explosivarnente a quaisquer observações ou críticas de outrem em relação ao seu comportamento;
3. Necessita ser o centro de atenções e fazer prevalecer sempre as suas próprias idéias;
4. Não aceita a possibilidade de seus erros, mantendo-se num estado de consciência fechado ao diálogo construtivo;
5. Menospreza as idéias do próximo;
6. Ao ser elogiado por quaisquer motivos, enche-se de uma satisfação presunçosa, como que se reafirmando na sua importância pessoal;
7. Preocupa-se muito com a sua aparência exterior, seus gestos são estudados, dá demasiada importância à sua posição social e ao prestígio pessoal;
8. Acha que todos os seus circundantes (familiares e amigos) devem girar em torno de si;
9. Não admite se humilhar diante de ninguém, achando essa ati­tude um traço de fraqueza e falta de personalidade;
10. Usa da ironia e do deboche para com o próximo nas ocasiões de contendas.

Compreendemos que o orgulhoso vive numa atmosfera ilusória, de destaque social ou intelectual, criando, assim, barreiras muito densas para penetrar na realidade do seu próprio interior. Na maioria dos casos o orgulho é um mecanismo de defesa para encobrir algum aspecto não aceito de ordem familiar, limitações da sua formação escolar-educacional, ou mesmo o resultado do seu próprio posicionamento diante da sociedade da imagem que escolheu para si mesmo, do papel que deseja desempenhar na vida de “status”.

E preferível nos olharmos de frente, corajosamente, e lutar por nos­sa melhora, não naquilo que a sociedade estabeleceu, dentro dos limites transitórios dos bens materiais, mas nas aquisições interiores: os tesouros eternos que “a traça não come nem a ferrugem corrói! “.

Vaidade

“O homem, pois, em grande número de casos,é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.”

(Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo V. Bem-aventurados os Aflitos. Causas Atuais das Aflições.)

A vaidade é decorrente do orgulho, e dele anda próxima. Destacamos adiante as suas facetas mais comuns:

1. Apresentação pessoal exuberante (no vestir, nos adornos usados, nos gestos afetados, no falai demasiado);
2. Evidência de qualidades intelectuais, não poupando referências à própria pessoa, ou a algo que realiza;
3. Esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais;
4. Intolerância para com aqueles cuja condição social ou intelectual é mais humilde, não evitando a eles referências desairosas;
5. Aspiração a cargos ou posições de destaque que acentuem as referências respeitosas ou elogiosas à sua pessoa;
6. Não reconhecimento de sua própria culpabilidade nas situações de descontentamento diante de infortúnios por que passa;
7. Obstrução mental na capacidade de se auto-analisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando vagamente a sorte, a infelicidade imerecida, o azar.

A vaidade, sorrateiramente, está quase sempre presente dentro de nós. Dela os espíritos inferiores se servem para abrir caminhos às perturbações entre os próprios amigos e familiares. É muito sutil a manifestação da vaidade no nosso íntimo e não é pequeno o esforço que devemos desenvolver na vigilância, para não sermos vítimas daquelas influências que encontram apoio nesse nosso defeito. De alguma forma e de variada intensidade, contamos todos com uma parcela de vaidade, que pode estar se manifestando nas nossas motivações de algo a realizar, o que é certa­mente válido, até certo ponto. O perigo, no entanto, reside nos excessos e no desconhecimento das fronteiras entre os impulsos de idealismo, por amor a uma causa nobre, e os ímpetos de destaque pessoal, característicos da vaidade.

A vaidade, nas suas formas de apresentação, quer pela postura física, gestos estudados, retórica no falar, atitudes intempestivas, reações arrogantes, reflete, quase sempre, uma deformação de colocação do indivíduo, face aos valores pessoais que a sociedade estabeleceu. Isto é, a aparência, os gestos, o palavreado, quanto mais artificiais e exuberantes, mais chamam a atenção, e isso agrada o intérprete, satisfaz a sua necessidade pessoal de ser observado, comentado, “badalado”. No íntimo, o protagonista reflete, naquela aparência toda, grande insegurança e acentuada carência de afeto que nele residem, oriundas de muitos fatores desencadeados na infância e na adolescência. Fixações de imagens que, quando criança, identificou em algumas pessoas aparentemente felizes, bem sucedidas, comentadas, admiradas, cujos gestos e maneiras de apresentação foram tomados como modelo a seguir.

O vaidoso o é, muitas vezes, sem perceber, e vive desempenhando um personagem que escolheu. No seu íntimo é sempre bem diferente daquele que aparenta, e, de alguma forma, essa dualidade lhe causa conflitos, pois sofre com tudo isso, sente necessidade de encontrar-se a si mesmo, embora às vezes sem saber como.

O mais prejudicial nisso tudo é que as fixações mentais nos personagens selecionados podem estabelecer e conduzir a enormes bloqueios do sentimento, levando as criaturas a assumirem um caráter endurecido, insensível, de atitudes frias e grosseiras. O Aprendiz do Evangelho terá aí um extraordinário campo de reflexão, de análise tranqüila, para aprofundar-se até as raízes que geraram aquelas deformações, ao mesmo tempo que precisa identificar suas características autênticas, o seu verdadeiro modo de ser, para então despir a roupagem teatral que utilizava e colocar­se amadurecidamente, assumindo todo o seu íntimo, com disposição de melhorar sempre.

Fonte: Ney Prieto Peres

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Pranayama: Técnicas de Respiração


 A respiração é a conexão entre o corpo e a mente. Se a mente é uma pipa, então a respiração é a linha. Quanto mais longa a linha, mas alto a pipa consegue voar. — Sri Sri Ravi Shankar

Como todas as outras ações involuntárias que existem no corpo, a respiração é algo ao qual muitos de nós não dá a devida atenção. Quando acontece automaticamente de qualquer forma, porque se preocupar com ela?
A chave para uma vida feliz e saudável está na respiração adequada.
Nossa respiração determina nosso estado mental e corporal também. Para cada emoção ou padrão de pensamento, existe um diferente ritmo de respiração.
A maioria de nós respira preguiçosamente com o peito – tais respirações superficiais mandam um sinal para o cérebro de que algo está errado – e nos estressamos. Alternativamente, respirar com o abdômen estimula a respiração, assegura um rico suplemento de oxigênio para o cérebro e sinaliza que tudo está bem.
Como já mostramos anteriormente, quando cuidamos de nossa respiração ela pode nos curar de todas as nossas cicatrizes passadas e ansiedades futuras.

Prana: A Respiração da Vida
O antigo sistema indiano de yoga identificou o poder da respiração e aumentou sua eficiência através do desenvolvimento de técnicas de respiração especiais, mais conhecido como pranayama.
Os antigos yogis descrevem o prana como a energia vital e universal que distingue os vivos dos mortos. Conseguimos prana a partir da alimentação, do sono, da respiração e do estado positivo da mente. No entanto, a fonte de prana mais importante é a respiração – quando nossa respiração cessa, nós morremos.
Foi descoberto que a quantidade e a qualidade de prana e a forma como ele flui através das nadis (canais de energia sutil) determina o estado mental da pessoa.

Sua respiração é profunda ou superficial?
Devido a falta de atenção, os canais de energia de uma pessoa comum podem estar parcialmente bloqueados, deixando o fluxo de prana quebrado e intermitente. Isto resulta em um aumento das preocupações, medos, incertezas, conflitos, tensões e outras qualidades negativas.
Quando o nível de prana está alto e seu fluxo é contínuo, leve e estável, a mente fica calma, positiva e entusiasmada.

Alguns pranayamas populares que você pode tentar:
Os exercícios abaixo foram elaborados pelo projeto Art of Living, com base nos ensinamentos de Sri Sri Ravi Shankar.
Das técnicas de respiração, o pranayama Kapalbhati é considerado um dos mais importantes e eficientes para desintoxicar o corpo e limpar os canais de energia.

Kapalbhati: A Limpeza da Cabeça
1. Mantenha seus olhos fechados e sente-se com as pernas cruzadas.
2. Inspire profundamente e enquanto exala, puxe seus músculos abdominais para dentro, contraindo forçadamente seu estomago.
3. Faça isso por mais 20 ou 30 contagens, correlacionando cada contagem com uma inspiração e uma expiração. Isto completa um ciclo.
4. Faça três ciclos.
Precauções: Mulheres não devem fazer kapalbhati durante e um pouco depois da gravidez, por necessitar de contrações abdominais vigorosas.

Benefícios do Kapalbhati:
    • Ajuda a perder peso e acelera o metabolismo.
    • Limpa os canais, melhora a circulação e acrescenta brilho ao seu rosto.
    • Melhora o funcionamento do trato intestinal e a absorção e assimilação de nutrientes.
    • Leva a um abdômen firme e definido.
    • Estimula e eleva o estado mental.

  • Nadi Shodan: A Respiração das Narinas Alternadas
  • 1. Sente-se de pernas cruzadas (sukhasan) e com os olhos fechados.
    2. Mantenha sua palma esquerda em sua coxa esquerda, com seu polegar e indicador juntos.
    3. Coloque o polegar da mão direita no lado direito de seu nariz e o dedo anelar na narina esquerda. Seu indicador e dedo do meio podem tocar levemente seu terceiro olho (Ponto entre as sobrancelhas).
    4. Agora feche a narina direita com seu polegar e exale pela narina esquerda contando até oito.
    5. Sem mover seus dedos, inspire pela mesma narina contando até oito.
    6. Feche a narina esquerda com o anelar direito e abra e exale pela narina direita contando até oito.
    7. Agora inspire pela narina direita contando até oito.
    8. Feche a narina direita com o polegar. Abra e exale pela narina esquerda contando até oito, Isto conclui um ciclo. Continue alternando por mais nove ciclos.
    9. Finalmente, abaixe sua mão direita e coloque-a gentilmente em sua coxa direita.
    10. Respirando normalmente, mantenha seus olhos fechados e observe o efeito do pranayama em seu corpo e mente.

    ​Benefícios da Nadi Shodan:
    • Acalma os centros mentais trazendo equilíbrio entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro, que estão correlacionados ao lado lógico e ao lado emocional de nossa personalidade.
    • Funciona terapeuticamente para a maioria dos problemas circulatórios e respiratórios.
     Bhramri: Pranayama da Abelha
    1. Sente-se confortavelmente com seus olhos fechados. Feche seus ouvidos com seus polegares, colocando seus dedos indicadores na resta e os três dedos que sobraram levemente sobre as pálpebreas.
    2. Inspire profundamente e enquanto expira, faça o som do zumbido de uma abelha.
    3. Estenda o som o máximo que puder. Quando ficar sem ar, inspire novamente e continue com o som do zumbido da abelha. Continue por 5 a 10 minutos.
     Benefícios do Bhramri:
    • Tranquiliza a mente e alivia a dor de cabeça e enxaqueca.
    • Melhora a concentração.
    • Constrói confiança.
     Ujjaii: A Respiração Vitoriosa
    1. Você pode sentar-se em qualquer posição com as pernas cruzadas ou em vajrasana, e manter sua coluna e sua cabeça alinhadas.
    2. A respiração acontece por trás da garganta e gera um som sibilante.
    3. Inspire profundamente pela garganta e conte até quatro.
    4. Segure a respiração e conte até quatro.
    5. Expire pela garganta contando até seis.
    6. Segure a respiração contando até dois. Isto conclui um ciclo. Você pode repetir o ciclo mais 22 vezes.
    Precauções: Faça apenas o máximo que puder, não force. Esse tipo de respiração pode parecer estranha para muitos (na verdade ela acontece naturalmente quando estamos adormecidos e roncando), então é melhor começar devagar e manter a prática regular.
     Benefícios da Ujjaii:
    • Rejuvenesce o corpo inteiro.
    • Ajuda a eliminar o estresse.
    • Deixa a mente focada.
    • Desacelera o envelhecimento.

    Boa prática!

Veja mais em: http://despertarcoletivo.com/pranayama-tecnicas-de-respiracao/

segunda-feira, 21 de março de 2016

Mensagem espiritual revela esperanças no futuro do Brasil


Em meio a crises sociais de todos os gêneros surgem dezenas de mensagens espirituais sobre o futuro planetário, em especial no Brasil, que passa por um momento de grande dificuldade politica e economicamente. Na mensagem a seguir do espírito Alfred Schutz, sociólogo que desencarnou no final da década de 50 e vem a nós deixar suas impressões sobre o momento de transição planetária que vivemos. Convido aos nossos leitores a uma leitura crítica e um debate SADIO em que ganharemos muitas experiências em boas vibrações e esperança num futuro melhor!
Depois que desencarnei, estou trabalhando na área de planejamento reencarnatório na colônia espiritual de alvorada nova. Falei aqui, há uns meses atrás que os europeus iriam pagar pelo imperialismo contra os povos da áfrica, ásia e oriente médio. Essa Crise de refugiados é só um começo antes da grande invasão militar organizada que os deserdados do mundo farão naquele continente. Muitos desses navios de refugiados afundam não por causas naturais, mas por submarinos em missões secretas. A Europa está decrepta do ponto de vista espiritual e caberá a America do Sul oxigenar a sociedade mundial. E vocês que questionam sobre o Brasil? Lhes digo que haverá anarquia e caos antes de uma nova organização da sociedade. Os trevosos nos dois planos de vida, depois de estarem fortes, brigam entre si e se exterminarão. A atual classe política do Brasil deve ser renovada, pois os seus métodos se assemelham na mentira, corrupção e engano. Jovens estão reencarnados para mudar este país, depois da instabilidade política. O Brasil sairá mais forte e encontrará seu destino, fiquem tranquilos! O número de acidentes automobilísticos, patologias mentais e suicídios crescerão pela ofensiva da espiritualidade inferior que sabe que tem seus dias contados. Recomendo aos encarnados muita cautela nas distrações noturnas aonde a bebida ou as drogas criam um campo magnético deletério. Meus amados, levem uma vida mais simples e sem ostentação. Tenham em mente que neste período de transição planetária, precisamos ser cautelosos, prudentes e sóbrios. Por favor, cobrem deste Médium a mensagem da Semana que vêm, Domingo, aonde falarei como se dá a avaliação da suas reencarnações na atual conjuntura. Saibam que o Mestre Jesus está no Comando da barca terrestre, não há que temer! Um abraço deste sociólogo no Plano Espiritual, Alfred Schutz.

Ame a si mesmo e observe


“Ame a si mesmo e observe – hoje, amanhã, sempre.” — Buda
O amor é o alimento da alma. Assim como a comida é para o corpo, o amor é para a alma. Sem comida o corpo enfraquece, sem amor a alma enfraquece. E nenhum estado, nenhuma igreja e nenhum interesse investido jamais quiseram que as pessoas tivessem almas fortes porque uma pessoa com energia espiritual está fadada a ser rebelde.
O amor lhe faz rebelde, revolucionário. O amor lhe dá asas para voar alto. O amor lhe dá insight nas coisas, assim ninguém pode lhe enganar, lhe explorar, lhe oprimir. E os padres e os políticos só sobrevivem com o seu sangue – eles só sobrevivem na exploração. Eles são parasitas, todos os sacerdotes e todos os políticos.
Para lhe tornar espiritualmente fraco eles descobriram um método seguro, cem por cento garantido, e esse é ensinar a você a não amar a si mesmo – porque se um homem não pode amar a si mesmo ele também não pode amar mais ninguém. O ensinamento é muito ardiloso. Eles dizem: Ame os outros – porque eles sabem que se você não puder amar a si mesmo você não pode amar de maneira nenhuma. Mas eles continuam dizendo: Ame os outros, ame a humanidade, ame a Deus, ame a natureza, ame sua esposa, seu marido, seus filhos e seus pais, mas não ame a si mesmo, porque, segundo eles, amar a si mesmo é egoísta.
Eles condenam o amor-próprio mais do que qualquer outra coisa – e eles fizeram seu ensinamento parecer muito lógico. Eles dizem: Se você amar a si mesmo você se tornará um egoísta, se você amar a si mesmo você se tornará um narcisista. Isso não é verdade. Um homem que ama a si mesmo descobre que não existe nenhum ego nele. É amando os outros sem amar a si próprio, é tentando amar os outros que o ego surge.
O amor nada sabe de dever. Dever é um fardo, uma formalidade. Amor é uma alegria, um compartilhar; o amor é informal. O amante nunca sente que ele fez o bastante; o amante sempre acha que mais é possível. O amante nunca sente, ‘Eu favoreci o outro’. Pelo contrário, ele sente, ‘Devido a que meu amor foi recebido, estou agradecido. O outro me favoreceu por receber meu presente, não o rejeitando’. O homem do dever pensa, ‘Sou mais elevado, espiritual, extraordinário. Vejam como eu sirvo as pessoas’!
Um homem que ama a si mesmo respeita a si mesmo e um homem que ama e respeita a si próprio respeita os outros também, porque ele sabe, ‘Assim como eu sou, os outros também são. Assim como gosto do amor, respeito, dignidade, os outros também gostam’. Ele se torna cônscio de que não somos diferentes, no que diz respeito ao essencial, nós somos um. Estamos debaixo da mesma lei: Es dhammo sanantano.
O homem que ama a si mesmo desfruta tanto do amor, se torna tão contente, que o amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Tem que alcançar! Se você vive o amor, você começa a compartilhá-lo. Você não pode continuar a amar a si mesmo para sempre porque uma coisa ficará absolutamente clara para você: que se amando uma pessoa, você mesmo, é um êxtase tão tremendo e tão belo, tanto mais êxtase está esperando por você se você começar a compartilhar seu amor com muitas pessoas!
Lentamente as ondulações começam a se expandir cada vez mais longe. Você ama outras pessoas; então você começa a amar os animais, os pássaros, as árvores, as pedras. Você pode preencher todo o universo com o seu amor. Um simples indivíduo é suficiente para encher todo o universo com amor, assim como um simples seixo pode encher todo o lago de ondulações – um pequeno seixo.
O homem precisa se tornar um deus. A menos que o homem se torne um deus não poderá haver nenhum preenchimento, nenhum contentamento. Mas como é que você pode se tornar um deus? Seus sacerdotes dizem que você é um pecador. Seus sacerdotes dizem que você está condenado, que você está destinado a ir para o inferno. E eles lhe tornam muito temeroso de amar a si mesmo.
Eis porque as pessoas são tão eficientes em descobrir defeitos. Elas encontram defeitos em si mesmas – como é que elas podem evitar encontrar os mesmos defeitos nos outros? Na verdade, elas irão encontrá-los e irão engrandecê-los, irão torná-los tão grandes quanto possível. Esse parece ser o único meio de defesa; de alguma maneira, para salvar as aparências. Você precisa fazer isso. Eis porque existe tanta crítica e tanta falta de amor.
Digo que esse é um dos mais profundos sutras de Buda, e só uma pessoa desperta pode lhe dar um tal insight.
A pessoa que ama a si própria pode facilmente se tornar meditativa, porque meditação significa estar consigo mesmo.
Se você odeia a si mesmo – como você faz, como foi dito a você para fazer, e você tem seguido isso religiosamente – se você odeia a si próprio, como é que você pode ficar consigo mesmo? A meditação não é outra coisa senão desfrutar de sua bela solitude e celebrar a si próprio. Eis o que é toda a meditação. A meditação não é um relacionamento. O outro não é absolutamente necessário; somos suficientes para nós mesmos. Somos banhados em nossa própria glória, banhados em nossa própria luz. Estamos simplesmente alegres porque estamos vivos, porque somos.
O maior milagre do mundo é que você é e que eu sou. Ser é o maior milagre e a meditação abre as portas desse grande milagre. Mas só o homem que ama a si próprio pode meditar; do contrário você está sempre fugindo de si mesmo, evitando a si mesmo. Quem quer olhar para um rosto feio e quem quer penetrar num ser feio? Quem quer se aprofundar na própria lama, na própria escuridão? Quem vai querer entrar no inferno que pensam que estão? Você quer manter essa coisa toda coberta com lindas flores e você vai querer sempre fugir de si mesmo.
Desse modo as pessoas estão continuamente procurando companhia. Elas não podem ficar consigo mesmas; elas querem estar com os outros. As pessoas estão buscando qualquer tipo de companhia; se eles puderem evitar a companhia de si próprios qualquer coisa servirá. Eles se sentarão numa sala de cinema por três horas vendo alguma coisa totalmente estúpida. Eles irão ler uma novela de detetives por horas, desperdiçando seu tempo. Eles irão ler o mesmo jornal repetidamente apenas para ficarem ocupados. Eles irão jogar baralho e xadrez só para matar o tempo… Como se eles tivessem tempo de sobra!
O amor começa com você mesmo, assim ele pode se espalhar. Ele vai se espalhando a sua própria maneira; você não precisa fazer nada para espalhá-lo.
“Ame a si mesmo…” diz Buda. E então imediatamente ele acrescenta: “e observe”. Isso é Meditação, esse é o nome de Buda para a meditação. Mas a primeira condição é amar a si mesmo, e então observe. Se você não amar a si mesmo e começar a observar, você pode se sentir como que cometendo suicídio.
Muitos budistas se sentem como que cometendo suicídio porque eles não dão atenção a primeira parte do sutra, eles imediatamente saltam para a segunda parte: observe a si mesmo. Na verdade, nunca encontrei um simples comentário sobre o Dhammapada, esses sutras do Buda, que desse alguma atenção a primeira parte: Ame a si mesmo.
Sócrates diz: “Conhece a ti mesmo”, Buda diz: “Ame a si mesmo”. E Buda é muito mais verdadeiro porque a menos que você ame a si próprio você nunca conhecerá a si mesmo – conhecer só vem mais tarde, o amor prepara o terreno. Amar é a possibilidade de conhecer a si mesmo. O amor é a maneira certa de conhecer a si mesmo.


“Ame a si mesmo e observe… Hoje, amanhã, sempre”.
Crie energia ao redor de si mesmo. Ame seu corpo e ame sua mente. Ame todo seu mecanismo, todo seu organismo. Por amar significa: aceitar isso como isso é, não tente reprimir. Nós reprimimos somente quando odiamos alguma coisa, reprimimos somente quando somos contra alguma coisa. Não reprima porque se você reprimir como é que você vai observar? Não podemos fitar o inimigo olho no olho; podemos somente olhar nos olhos de nosso amado. Se você não for um amante de si mesmo você não será capaz de olhar nos seus próprios olhos, na sua própria face, na sua própria realidade.
Observar é meditação, o nome de Buda para a meditação. “Observe” diz Buda. Ele diz: Esteja cônscio, alerta, não fique inconsciente. Não se comporte como que dormindo. Não continue funcionando como uma máquina, como um robô. É assim que as pessoas estão vivendo.
Observe – apenas observe. Buda não diz o que deve ser observado – tudo! Caminhando, observe o seu caminhar. Comendo, observe o seu comer. Tomando banho, observe a água, a água fria caindo sobre você, o toque da água, a frieza, o arrepio que dá na sua espinha – observe tudo, “hoje, amanhã, sempre”.
Finalmente chega o momento quando você pode observar até mesmo seu sono. Esse é o máximo no observar. O corpo vai dormir e ainda fica um observador desperto, olhando silenciosamente o corpo profundamente adormecido. Isso é o máximo da observação. Agora mesmo exatamente o oposto é o caso: seu corpo está desperto, porém você está dormindo. Então você estará desperto e seu corpo estará dormindo. O corpo precisa de descanso, todavia sua consciência não necessita de nenhum sono. Sua consciência é consciência: isso é atenção, essa é sua própria natureza.
Quando você se torna mais alerta você começa a criar asas – então todo o céu lhe pertence. O homem é um encontro da terra com o céu, do corpo e da alma.

(por Osho, no livro The Dhammapada: The Way of the Buddha, Vol. 5)


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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O MENINO E O SACO DE CARVÃO - estória para reflexão


 
O pequeno Zezinho entra em casa, batendo forte os pés no chão.Sua casa que era de assoalho fez ressoar o ruído.Seu pai, que estava indo ao quintal cuidar da horta, ao ver seu filho nervoso, fica preocupado e o chama para uma conversa.
Zezinho de oito anos de idade, o acompanha desconfiado, e antes que o pai lhe fale alguma coisa, fala irritado:
“Pai estou com muita raiva . O Paulinho não deveria ter feito o que fez comigo. Desejo tudo de ruim para ele.” 
O pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, o escuta calmamente .Porém o garoto, não para de reclamar.
“O Paulinho me humilhou na frente dos meus amigos; eu gostaria que ele ficasse doente e nunca mais fosse à escola.”
O pai escuta tudo enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e pediu ao menino que o acompanhasse.Calado, o filho observava curioso, cada movimento do pai.
Zezinho vê se o saco está aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer alguma pergunta, o pai lhe propõe algo:
“Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está no varal secando é seu amiguinho, e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto, para ver como ficou.” 
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos a obra. O varal com a camisa não estava muito perto e o jovenzinho tinha que se esmerar muito para conseguir atingir a camisa.Poucos pedaços de carvão acertaram o alvo.
Uma hora se passou e garoto terminou a tarefa . O pai que espiava tudo de longe, se aproxima e lhe pergunta:
Como você está sentindo-se agora meu filho? 
“Estou cansado, mas estou alegre, porque acertei bastante pedaços de carvão na camisa e aliviei-me bastante da raiva papai.Obrigado! 
O pai olha para o menino e carinhosamente lhe fala:
”Venha comigo até o quarto que eu quero mostrar a você uma cena muito especial.” 
Zezinho, curioso acompanha o genitor, que carinhosamente pega ao garoto ao colo e lhe mostra seu reflexo em um grande espelho.
Que susto!!! Só conseguia ver os olhos e seus dentinhos!
“Filho, se compararmos como você ficou, a camisa quase não se sujou: mas olhe-se bem! Na vida o mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, os resíduos e a fuligem ficam em nós mesmos. Ter raiva, ter inveja, ódio ou rancor, não nos levam a lugar algum. São sentimentos que apenas nos enfraquecem, geram doenças e impedem de aproveitarmos as coisas boas que acontecem ao nosso redor. Portanto, vamos esquecer as mágoas e tomar um delicioso banho!”

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Aspectos Importantes da Verdadeira Espiritualidade


Amanda-Sage-Pronoia
Embora existam muitas maneiras de participar de práticas espirituais, abraçar a espiritualidade genuína parece ser uma coisa rara hoje em dia. Há obstáculos e preconceitos que precisam ser superados antes que possamos incorporar a espiritualidade. Aqui estão os cinco aspectos mais importantes da espiritualidade genuína:

1. Amor-próprio
Quando se trata de viver a espiritualidade genuína, o amor-próprio é tudo. Milhares de pessoas têm práticas espirituais, como meditação; leitura e reflexão; passar um tempo na natureza; usar ferramentas como cristais, cartas de tarô e pêndulos, entre outras. Mas sem amor-próprio, sempre se encontrarão fora de si.
A espiritualidade genuína nunca é encontrada nas ferramentas espirituais que você usa. Encontra-se dentro de si mesmo. E quando nós não nos amamos o suficiente para sermos gentis e pacientes com nós mesmos e prestarmos atenção aos nossos aspectos que precisam desesperadamente de cura, provavelmente continuaremos a sentir necessidade de preenchermos o vazio em nosso interior com ‘ferramentas’ espirituais, apego e carência de outras pessoas, nas quais nunca poderão preencher esse vazio ou nos curar. O que somente o amor-próprio pode realizar.
2. Honestidade
Um grande motivo pelo qual muitas pessoas gravitam em direção à espiritualidade, é porque querem estar em alinhamento com a Verdade. Muitas pessoas espirituais querem se separar de mentiras, equívocos e percepções que limitam sua felicidade e saúde. Mas muitas vezes somos desonestos com nós mesmos sobre nossas necessidades emocionais e psicológicas. Quer seja decorrente de trauma de infância e sistemas de crenças não saudáveis, eu não conheço ninguém que não necessite de algum tipo de cura. Para experimentar e incorporar a verdadeira espiritualidade, temos de ser totalmente honestos com nós mesmos, sobre onde estamos, e o que precisamos alimentar e curar dentro de nós mesmos.
3. Tranquilidade
Tranquilidade é frequentemente interpretada como um estado que precisa ser alcançado e vivenciado apenas dentro de nós mesmos. No entanto, os nossos hábitos e ações afetam outras pessoas, outros seres e todo o planeta. É importante que façamos a conexão de que muitos hábitos que somos convocados a seguir e aceitar não são pacíficos, mas violentos. Por exemplo, 150 bilhões de animais são mortos todos os anos por conta de nossos hábitos sociais, culturais e tradicionais. 1-2 hectares de florestas preciosas são apagados a cada segundo no planeta, e a principal causa é a criação de gado e colheitas para alimentá-lo.
Nossa consciência, que deriva de nossa alma, é uma parte muito importante em abraçar a espiritualidade genuína. Viver em paz e criar um mundo de paz requer mais do que apenas esperar por isso. Temos de criar esse mundo, e todos os dias as nossas escolhas podem fazer do mundo um lugar pior ou melhor.
4. Destemor
Para abraçar a espiritualidade genuína, devemos superar o medo, a principal coisa que nos impede de criar uma vida melhor, nos tornar uma melhor versão de nós mesmos e fazer do mundo um lugar melhor. Destemor não significa não ter medo, significa não permitir ser limitado e controlado por ele. Quando você estiver com medo – de qualquer coisa: aceite-o e enfrente-o, e em seguida, dê o próximo passo. Não se permita ser limitado por seus medos. Sua alma quer ser livre. E, como Jack Canfield brilhantemente disse, “tudo que você quer está do outro lado do medo.”
5. Imaginação
Como seres humanos, todos somos dotados de uma imaginação vívida, colorida e poderosa. E quando crianças, vivemos a maior parte do tempo na imaginação. É a imaginação que nos permite sonhar e criar as vidas que nos preenchem ao máximo. Infelizmente, a nossa imaginação muitas vezes fica fechada e entorpecida ao longo dos anos, devido ao desânimo e à pressão para nos conformarmos. Ter uma imaginação saudável, sem limites e ativa é espiritualmente libertador, pois nossos espíritos são naturalmente ilimitados. É com uma imaginação ativa que a inspiração cresce, e nada é mais tranquilizador do que estar inspirado. Portanto, não rejeite ou se feche de sua imaginação, deixe-a levá-lo a novos lugares.

Os equívocos de que a verdadeira espiritualidade tem que ser rígida, difícil, rigorosa ou chata são todos muito longe da verdade. Abraçar a espiritualidade genuína sempre o libertará e permitirá que você esteja 100% em toda a sua jornada. E, apesar de gurus espirituais, professores, ferramentas e práticas poderem definitivamente agregar valor ao seu crescimento, a chave para o verdadeiro poder espiritual está dentro de você.
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(Texto de Erin Janus, publicado no Spirit Science and Metaphysics | Traduzido pela Equipe de O Segredo)
(Arte: Amanda Sage – Pronoia)


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Atitudes que Drenam Energia



1 – Pensamentos obsessivos
Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos – mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.
2 – Sentimentos tóxicos
Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.
3 – Maus hábitos – Falta de cuidado com o corpo
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.
4 – Fugir do presente
As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.
5 – Falta de perdão
Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica “energeticamente obeso”, carregando fardos passados.
6 – Mentira pessoal
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.
7 – Viver a vida do outro
Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.
8 – Bagunça e projetos inacabados
A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.
9 – Afastamento da natureza
A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
10. Preguiça, negligência
E falta de objetivos na vida. Esse ítem não requer muitas explicações: negligência com a sua vida denota também negligência com seus dons e potenciais e, principalmente, com sua energia vital. Aquilo do que você não cuida, alguém vem e leva embora. O resultado: mais preguiça, moleza, sono….
11. Fanatismo
Passa um ventinho: “Ai meu Deus! Tem energia ruim aqui!” Alguém olha para você: “Oh! Céus, ela está morrendo de inveja de mim!” Enfim, tudo é espírito ruim, tudo é energia do mal, tudo é coisa do outro mundo. Essas pessoas fanáticas e sugestionáveis também adoram seguir “mestres e gurus” e depositar neles a responsabilidade por seu destino e felicidade. É fácil, fácil manipular gente assim e não só em termos de energia, mas também em relação à conta bancária!
12. Falta de aceitação
Pessoas revoltadas com a vida e consigo mesmas, que não aceitam suas vidas como elas são, que rejeitam e fazem pouco caso daquilo que têm. Esses indivíduos vivem em constante conflito e fora do seu eixo. E, por não valorizarem e não tomarem posse dos seus tesouros – porque todos nós temos dádivas – são facilmente ‘roubáveis’.

O importante é aprender a aceitar e agradecer tudo o que temos (não confundir com acomodação). Quando você agradece e aceita fica em estado vibracional tão positivo que a intuição e a criatividade são despertadas. Surgem, então, as possibilidades de transformar a vida para melhor!

(Texto de Vera Caballero | Via: O Mundo de Gaya)


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