terça-feira, 12 de novembro de 2013

Os Quatro Elementos e a Iniciação Egípcia

Ó Rá! Digna-te santificar meu espírito. Ó Osíris! Devolve à minha alma sua natureza divina! Glória a ti, ó Senhor dos Deuses!


S.A.W.





Os Quatro Elementos e a Iniciação Egípcia.





O que representa os quatro elementos dentro das velhas tradições e iniciações egípcias?


Nós seres humanos somos compostos pelos quatro elementos da natureza; Terra, Água, Ar e Fogo mais a quinta essência que é o Éter, o espírito, a ponte de comunicação com o cosmos e o universo. Através do quinto elemento os quatro elementos básicos foram criados.


Como enxergavam os egípcios os quarto elementos? A mística estava por todo lugar no Egito, na arquitetura, nas artes, na música, na literatura, na ciência totalmente incompreendida pelos nossos cientistas modernos, uma ciência que se usava dos quatro elementos da natureza e sua quinta essência, ciência esta mágica e tecnológica, para construir modelar e administrar a vida do povo egípcio e de todos que os cercavam.


Não há como se falar dos quatro elementos sem fugir às antigas iniciações egípcias, foi do Egito que saiu toda a literatura hoje “moderna” que inspirou muitos místicos de diversas culturas e religiões dentro das ciências ocultas e tudo isso os egípcios herdaram da antiga Atlântida que sucumbiu em meio às guerras daquela época e por não ouvirem seus orientadores e mestres espirituais.


Iniciar a jornada rumo ao nosso sagrado ser requer o domínio completo dos quatro elementos que compõem a nossa natureza e todo o neófito ou chela que anelasse muito compreender, aprender e estudar sobre os mistérios que transcendem a matéria e o mundo das imperfeições humanas deveriam inevitavelmente passar pelas quatro provas básicas iniciais; se saísse vitorioso poderia então prosseguir seus estudos e cada vez mais se aprofundar nos mistérios insondáveis de Deus; se fosse derrotado não poderia seguir ainda por este caminho, pois ainda a alma era imatura para ancorar em si as terríveis e divinas provas que se seguiriam mais adiante.


Isso não fechava as portas para aqueles que eram derrotados, mas sim forjavam neles a virtude da persistência e da paciência em superar a si mesmos e as suas fraquezas. No fundo isso acabava sendo uma das primeiras provas, o anelo verdadeiro na busca de conhecer a si mesmo e a lidar com suas próprias experiências de derrotas e vitórias.


Mas o que seriam estas terríveis quatro provas dos elementos?


Eram provas em que os pequenos iniciados eram testados em sua integridade física e moral. Física, pois naquela época as provas se passavam no físico e moral porque era avaliada a condição moral e psicológica de cada aspirante ao chelado.


Aqueles que escolhiam entrar neste caminho e fossem aceitos seriam testados até o seu limite, da mesma forma que um rio por séculos, ou até milênios pouco a pouco vai lapidando e polindo as rochas de suas margens, os mestres assim o faziam com seus aprendizes, com o objetivo final de que aquele ser pudesse expressar aqui neste mundo físico e tridimensional a maior quantidade de luz sem a distorção da personalidade humana e de seus egos.


Neófito aceito se iniciava então as quatro provas básicas e iniciais todas intimamente ligadas ao comportamento e elevação de condutas.






“Nenhum mortal jamais levantou meu véu”


Essa era a frase que estava escrita aos pés da estatua de tamanho natural de Isis a Deusa mãe de todos os seres viventes, uma representação da virgem mãe do mundo e do divino aspecto feminino de Deus Pai, representado por Osíris. A trindade Egípcia era representada por Isis, Osíris e Hórus.


A PROVA DO FOGO


A primeira prova, do elemento fogo, o neófito passava no plano físico onde se via tendo que atravessar uma estreita ponte de cordas e tabuas de madeira amarradas umas nas outras dentro de uma câmara escura e fechada, ao se iniciar a prova em determinado momento surgia da escuridão da câmara de mistérios um grande fogo que se incendiava por todas as partes e o aspirante ao caminho deveria se manter firme e concluir sua prova atravessando valentemente até o outro lado.


Esta era a prova básica do Fogo no plano físico, porém as provas mais importantes eram as que testavam a conduta e o comportamento dos neófitos ante as diversas situações da vida no dia a dia.


O elemento fogo é o paraíso Elemental das salamandras ele é explosão, instinto, calor, vigor, vitalidade e aqueles que tinham muito esse elemento em seu corpo normalmente tinham a tendência de serem seres impacientes, nervosos, intolerantes, irados, coléricos, explosivos.


Quando essa força primordial e primitiva não é controlada dentro da psicologia humana é normal que as paixões dos egos tomem o controle dos sentidos nos deixando cegos e submersos em um mundo de dualidades e ignorância.


Este acontecimento impediria definitivamente qualquer avanço espiritual e mostrava que aquele aspirante aos mistérios divinos não estava pronto ainda para seguir avante, pois mesmo anelando os mistérios profundos da luz ainda sim não estava apto a controlar seu próprio fogo interior que era facilmente dominado por seus egos, desejos e paixões mundanas.


O elemento fogo nunca é domado e sim controlado através da vontade consciente.


Era extremamente importante que o neófito e aspirante a se tornar um iniciado percebesse em si essa natureza ígnea que carregava dentro de sua própria psique e que iniciasse um trabalho de auto-observação, compreensão e controle de si mesmo aplicando essa força para a elevação e construção de um mundo melhor ao seu redor e ao redor de todos que o cercavam.


Ainda nos dias de hoje estas características ígneas existem na psicologia humana.


Mudam as eras, as civilizações e toda a realidade ao nosso redor, porém a estrutura psicológica humana se repete em ciclos idênticos. O comportamento humano se repete.


Se o neófito superasse as provas básicas de autocontrole, compreensão psicológica e superação física que era submetido no inicio ele então era elogiado por seu mestre e encorajado a continuar em frente superando a si mesmo no mundo interno de seus pensamentos e sentimentos e no mundo externo das aparências ilusórias e das formas passageiras.


Já dizia o Grande Tathagata, o Buda Siddhartha Gautama, que neste mundo tudo é impermanente e ilusório e muito bem sabiam isso os Hierofantes dos antigos mistérios egípcios.


A PROVA DA ÁGUA


A segunda prova, do elemento Água, o neófito passava no plano físico onde se via mais uma vez tendo que chegar dentro de uma câmara por um pequeno corredor escuro e profundo onde só se era possível caminhar gatinhado com as mãos e os joelhos no chão.


No inicio se gatinhava e ao final se rastejava até sair por uma pequena abertura dentro de uma câmara escura do templo que estava totalmente fechada.

No alto desta câmara no teto havia uma abertura muito estreita e pequena por onde se enxergava apenas um raio de luz, de repente começava a entrar uma grande quantidade de água completamente suja e imunda que inundava todo o pavimento da câmara.


Toda essa sujeira e imundícia tinha um significado velado e oculto, ela era a representação de todas as nossas sujeiras e mazelas interiores acumuladas por vidas e vidas inteiras.


Quando o neófito se lançava neste caminho de autoconhecimento de si mesmo e de todo o universo que o cercava então, toda essa sujeira de suas próprias águas internas iria se purificando e ele passo a passo se preparando para que ao final da jornada de sua alma nessa experiência humana pudesse atingir a ascensão.


O aspirante ao chelado se via ali cara a cara enfrentando seus próprios medos tendo que superar o pânico e pavor que o tomava completamente. Ele deveria nesta prova manter-se calmo e aguardar que a água subisse até o teto da câmara escura para que assim pudesse sair pela pequena abertura no alto.


Complementando a prova da água o pequeno iniciado em seu dia a dia era conduzido a perceber, compreender e superar suas falhas de comportamento no mundo interno de sua psicologia e no externo de suas condutas e comportamentos morais.


A água é o paraíso Elemental das ondinhas e nereidas, elas trabalham em nossos sentimentos mais profundos. A água está intimamente ligada às nossas emoções, a humildade, a flexibilidade, a aceitação e a adaptação.


A água é flexível é maleável se adapta a qualquer ambiente, buscando sempre o nível mais baixo para se acomodar. Símbolo de abundância e fertilidade, ela se adapta as circunstancias e aos ambientes, mas não se anula e nem perde a sua expressão e sua natureza intima de gerar a vida em abundancia.


Era por isso que ao se chegar à sagrada câmara o iniciado deveria caminhar de joelhos e rastejando, mostrando-se ser flexível e maleável antes as dificuldades que a vida nos apresenta. Pessoas inflexíveis, demasiadamente rígidas fracassavam nesta prova.


Aqui era mais um ponto a ser analisado pelo iniciado para se aprimorar voltando o foco para si mesmo e sua conduta no diário viver, elevando seu comportamento ético e moral, ancorando mais espírito na carne do que carne no espírito e assim superando dia após dia os obstáculos da vida familiar e social.



A PROVA DA TERRA

A terceira prova, do elemento Terra, o neófito passava no plano físico onde se via mais uma vez tendo que chegar a uma câmara fechada por um profundo e escuro corredor iluminado apenas por algumas tochas fixadas nas laterais das paredes. Ouviam-se então gritos, vozes aterradoras graves e agudas muitas vezes com tons de sofrimento e agonias profundas. Quando o neófito chegava até a câmara onde iniciaria sua prova, aquelas vozes agonizantes paravam e o corredor de acesso se fechava repentinamente.


Ali estava o aspirante sendo testado mais uma vez, agora na prova da terra! Então as paredes laterais começavam a se mover, se estreitarem cada vez mais apertando, sufocando, comprimindo-o.


Estas provas eram unicamente para treinar os aspirantes em habilidades físicas como também em seu autocontrole sobre diversas situações mentais e emocionais.


Neste momento o iniciado precisava se superar e escalar com suas mãos e pés entre as paredes até o topo, ali uma pequena escada de cordas o esperava para que assim pudesse sair da esmagadora câmara que o sufocava.


As provas que complementavam a prova física vinham de encontro novamente até ele para que compreendesse e superasse falhas em sua conduta moral e psicológica.


A terra é símbolo dos trabalhadores dos mundos elementais, o os gnomos, eles são trabalhadores por natureza. As pessoas que se mostrassem preguiçosas, acomodadas, desatentas não poderiam seguir este caminho, pois a falta de estrutura as impediria de avançar. Era necessária força, muita determinação e muito trabalho para se sustentar neste caminho.


O árduo trabalho era o de estar atento constantemente em seus pensamentos, seus sentimentos e a tudo que entrava e saia de suas mentes e emoções. Isso era mostrado com muita clareza para os aspirantes que ali chegavam e que eram conduzidos pelas mãos dos sagrados Hierofantes.


Para se conquistar algo tanto na terra como no espírito é preciso muito trabalho. É preciso conhecer e descobrir a si mesmo, nada é dado ou concebido de graça! Assim ainda o é até os dias de hoje.


Todos nós precisamos trabalhar para termos o nosso alimento físico da mesma forma precisamos também trabalhar para conquistar nosso alimento espiritual.


E como buscar este alimento para o espírito?


Este alimento chega até nós quando começamos a nos compreender, nos auto-observar, analisar e superar dia a dia e constantemente nossos desejos, egos e egoísmos.


Como um cristal que vai sendo lapidado por milhares de anos, devemos buscar nosso melhoramento a cada dia como seres humanos, nos elevando e nos polindo diariamente, buscando a paz e a harmonia, elevando nossos irmãos e semelhantes a este estado de paz, felicidade e harmonia.


Estudando sempre! Porém, de tempos em tempos fazendo suas devidas pausas para absorver o estudo e os ensinamentos recebidos.


É muito importante neste caminho ouvirmos e conversarmos de forma profunda com nosso intimo, com nosso coração para que ele sempre nos mostre e nos aponte a direção.


A PROVA DO AR


A quarta e ultima prova, do elemento Ar, o neófito passava no plano físico onde se via mais uma vez tendo que chegar dentro de uma câmara por um profundo corredor com suas tochas iluminando-o a meia luz.


Ao caminhar o neófito sentia uma brisa muito sutil que entrava pelo corredor fazendo mexer e movimentar as chamas das tochas que bailavam de forma serena e silenciosa envolvida por um suave ar de mistério.


Essa sutil brisa fria se intensificava mais à medida que ele se aproximava; ao chegar dentro da câmara o neófito via então um estreito caminho a se percorrer até a outra extremidade e quando iniciava seu percurso neste caminho ele podia enxergar ao fundo uma pequena escada de pedra que dava acesso a uma estreita porta.


De repente o chão todo começa a desabar ficando apenas o estreito caminho que o conduz até a outra extremidade e um grande abismo surge fundo e escuro onde não se podia ver seu limite, então de forma imprevisível se iniciava uma grande ventania ao som de trovões, raios e relâmpagos.


O aspirante que anelava profundamente seguir neste caminho precisava estar internamente e externamente equilibrado para atravessa-lo de forma calma até o outro lado subindo pela escada e passando pela estreita porta que o aguardava.


As provas que complementavam a prova física vinham de encontro novamente até ele e agora pela ultima vez, nesta primeira oitava de aprendizados, para que compreendesse e superasse falhas em sua conduta moral e psicológica.


O ar é o paraíso Elemental dos Silfos, Sílfides e Fadas, seres que por natureza são extremamente inteligentes, leves e ligados estão ao mundo mental, ao movimento, a sutileza, a comunicação e a intuição.


São os portadores das mensagens e pensamentos aos homens dignos.


Pessoas orgulhosas, vaidosas, auto suficientes que acham que podem fazer tudo sozinhas e não precisam de ninguém para ensiná-las inevitavelmente fracassavam neste caminho.


Aqui mais uma vez o neófito encontrava obstáculos a serem estudados, analisados e superados através de profunda compreensão caso realmente desejasse prosseguir na descoberta dos segredos maiores que sustentavam e davam o ritmo de existência a toda criação e manifestação divina.


A PROVA SECRETA


Finalizada as quatro provas básicas e iniciais o pequeno iniciado era elogiado pelo seu mestre que o convidava a entrar nos recintos mais reservados do templo, onde somente os iniciados, os mestres e os sacerdotes tinham acesso. Ali ele era muito bem tratado, então em um determinado momento seu mestre se retirava e ele ficava sozinho em um aposento repleto de luxos, com muitas iguarias e acompanhada por uma suave e bela musica que envolvia todo o recinto. Exótica, envolvente, relaxante e extremamente sensual.



Envolvido com a musica e com a brisa suave que entrava pelas janelas do maravilhoso aposento, o aspirante a se tornar um autentico iniciado nos mistérios ainda menores se deixava levar de forma convidativa e sutil ao êxtase delicioso do prazer.


De forma inesperada o bravo guerreiro que havia superado as duras provas dos quatro elementos é surpreendido por uma linda e estonteante mulher.


Maravilhosa, perfeita ela surge dançando tão leve como a brisa que entra pelas janelas do maravilhoso aposento deixando o invencível guerreiro tonto e completamente vulnerável.


Sete véus cobriam de forma parcial seu corpo e sua face até a altura dos olhos, seduzindo o ainda aspirante ao chelado de forma sutil e o tentando nos prazeres da carne.


Ela era a recompensa por seus árduos esforços e de forma delicada se oferecia como recompensa pelas duras provas que havia sido submetido.


Se o iniciado se deixasse seduzir e começasse a trocar as primeiras caricias e beijos com a estonteante mulher, ela então, o convidava a tomar um bom vinho para que se distraíssem e relaxassem e assim tivessem a noite das noites, porém esse já era o comportamento que o condenava, e ali ele falhava na prova maior, ao qual todo o iniciado é testado a exaustão até o final de sua jornada, quando enfim, estivesse próximo de sua ascensão.


Aquele aspirante que se imaginava capaz de desvendar os mistérios da natureza, do mundo e do universo, que buscava e anelava o verdadeiro conhecimento que o conduziria à libertação de sua alma, acordava então na manhã seguinte completamente arrependido por ter se entregado aos prazeres e aos extintos mais baixos da carne, então o supremo Hierofante de mistérios maiores aparece em seu aposento com um semblante muito sério e lhe diz:


“Profanou o Templo! Passou nas provas do Fogo e da Água, da Terra e do Ar, venceu a morte, mas não venceu a ti mesmo. Tu que dizes aspirar às alturas do espírito, cedeu à tentação dos extintos e caiu no abismo da matéria. Quem vive escravo dos sentidos, vive em trevas, te adverti dos perigos que te expunhas, salvou tua vida, mas perdeu tua liberdade.”


O comportamento moral e a conduta estavam ligados profundamente a todos os aspirantes que buscavam conhecer a si mesmos e o universo que os cercavam e para um verdadeiro buscador que já estava cansado de viver nas garras da grande ilusão mundana o sexo carnal não poderia ser mais importante que o anelo espiritual, mas também não deveria ser desprezado, pois ele é o combustível fundamental para se avançar neste caminho após as primeiras provas.


Como o neófito ainda não conseguia superar seus desejos mais baixos e instintivos ele ainda não era digno de percorrer esse sagrado caminho, não estava ainda suficientemente maduro para seguir decifrando os enigmas da antiga esfinge, muito menos levantar o véu da Sagrada Deusa Isis. Era então aconselhado a ele que tivesse uma vida normal e que amadurecesse mais até poder ter outra chance de acordo com a lei divina.
Se o neófito se mantivesse firme e não se deixasse levar pelas tentações da carne e pelas seduções do feminino, então no dia seguinte apareciam em seu aposento o seu mestre e o Hierofante Supremo do Templo que lhe dizia:


“Acabas de passar a dura e verdadeira prova! Tens trabalhado sabiamente, levanta a cabeça valoroso vencedor da carne, creio que és digno de ler o grande livro da natureza, a Deusa Isis, imortal e eterna levanta para ti os véus que guardam os arcanos da Ciência e poderás contemplar sua incomparável beleza. Eu te saúdo meu irmão.”


Então o aspirante totalmente aceito como um verdadeiro neófito e iniciado começa seus estudos se aprofundando nos conhecimentos mais elevados do antigo Egito.


Ele seria a partir daquele momento instruído em diversas faculdades como as das Artes, Musica, Escultura, Pintura, Matemática, Arquitetura, Astronomia e Astrologia, das Línguas, Filosofias e Poesias e de todas as Ciências Médicas, Biológicas e Químicas incluindo as Ciências da Alquimia e da Sexualidade e todo o universo das Ciências Ocultas e Espirituais que forjaria e modelaria um autentico Homem na mais profunda essência da palavra.
***


Como é a iniciação nos dias de hoje?


Hoje em dia não mais acontecem estas provas no mundo físico, porém todo aquele sincero buscador que anela iniciar seus estudos e se aprofundar, sendo acompanhado por autênticos Mestres da Venerável Loja Branca, podem pedir sua iniciação com sinceridade, humildade e profundo amor através de uma simples oração que será analisada pela mãe sagrada, divina e interna de cada um.


É ela quem decide se somos dignos de recebê-la e se é sincera e justa nossa petição para a iniciação. Se formos dignos, então se iniciarão nossas provas que serão realizadas todas no plano astral e em nossos sonhos.


De acordo com a disciplina, o esforço e a atenção de cada aspirante à iniciação ele poderá se recordar de suas provas internas e trazer as memórias destas experiências para o plano físico. É muito importante sempre termos discrição e mantermos silêncio das revelações e iniciações que recebemos, este comportamento é fundamental para que possamos continuar avançando neste caminho e recebendo seus sagrados ensinamentos.


Este é um caminho árduo! Não é um caminho de flores, é um caminho onde deparamos e confrontamos a nós mesmos, às nossas próprias sombras, nunca os nosso semelhantes. Aquele que o escolher deve pensar muito bem se é isso que realmente anela e busca, pois virão provas que inevitavelmente testarão cada iniciado em todos os campos que tangem a realidade física e espiritual, do natural ao sobrenatural. É preciso coragem e muita força de vontade para percorrer este caminho.
Querer, Ousar, Realizar e Calar. 
(Estas eram e continuam sendo as palavras dos antigos e modernos alquimistas de si mesmos, alquimistas estes que transformavam o chumbo da personalidade no ouro do espírito).


Quando conseguimos compreender nossa natureza intima e percebermos que ela é um conjunto de expressões; física, emocional, mental e espiritual ligadas aos quatro elementos básicos da natureza que estão manifestados em cada um de nós; quando realmente aprendermos a dominar com perfeição e mestria os quatro elementos que se manifestam dentro de nós, superando nossos egos e nos tornando puros, fazemos então brilhar novamente dentro e fora de nós a luz de Horús o falcão solar, a luz do Sol interior, a luz do Cristo intimo.


Todo o reino Elemental que vive e pulsa dentro e fora de cada um de nós nos obedece, começa a ouvir nosso chamado por que reconhecerem a pureza solar e cristica que pulsa de forma latente e viva dentro de cada coração realmente desperto.


Então, com imensa alegria, felicidade e honra estes seres elementais atendem ao chamado e servem de forma humilde o homem e mulher verdadeiros, despertos, pois enxergam com os olhos do amor e do coração verdadeiros e autênticos sacerdotes e sacerdotisas do amor e da luz.


Poucas, muito poucas, raríssimas são hoje as pessoas capazes de conversar com os elementais da natureza, as pessoas de hoje estão cheias de egos, vaidades, luxurias, iras, medos, sujeira interna mental e emocional.


Os ruídos das mentes desequilibradas poluem o interior dos homens desta “Nova Era Moderna”. Não controlam mais seu verbo, destroem as ações e manifestações de seus semelhantes e por não compreenderem o poder que tem vossas palavras julgam, criticam e destroem a si mesmas.


Sem perceberem, vivem adormecidas.


O verbo é uma espada luminosa e pode tanto construir como destruir a vida que se modela ao nosso redor. Jamais os despreparados os insensíveis os coléricos acessarão os reinos sutis e delicados dos elementais da natureza.


Que maravilhoso seria se novamente todos nós pudéssemos conversar com os obreiros da terra, os gnomos, e pedir a eles para trabalharem a nosso favor com amor e devoção; a nos sintonizarmos com os silfos e sílfides do ar e reconquistarmos novamente nossa telepatia adormecida para que com eles pudéssemos conversar e pedir que levassem nossas mensagens às pessoas que tanto amamos; a acessar as memórias e as estórias guardadas no akasha da Mãe Gaea; a nos sintonizarmos com as ondinhas e nereidas das águas para que invocássemos as águas como bem sabiamente fazia a Elfa Arwen no filme o Senhor dos Anéis ou a dominar o fogo e ordenar as salamandras como fazia Moises no deserto.

Isso tudo será novamente possível quando finalmente voltarmos a nos interiorizar para ouvir a sagrada voz do silêncio que vive dentro de nós elevando nossos pensamentos e nossa vibração. Observando nossas mazelas internas e lutando dia a dia para modificá-las. Transformando o antigo homem de barro em um verdadeiro servidor da luz e do amor que se põe a caminhar com determinação, força, persistência, paciência, dedicação e fé.


Quando o coração de cada homem e cada mulher tiverem como único objetivo levar amor e luz a todos os seres e a toda humanidade e se tornarem leves e sutis como uma brisa; essa suave brisa será então a inspiração para o despertar de uma nova consciência humana que enxerga na felicidade de seu semelhante a sua própria felicidade. 






Paz Profunda

FIAT LUX
PAX

MMSorge


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Nota do Blog:


Nossos eternos agradecimentos:



Aos nossos queridos Mestres e Intrutores; Samael Aun Weor, Karl Bunn, Marcia Kruger, João Carlos e Paulo Lima da FUNDASAW por poderem de forma amorosa e resignada nos ensinarem em um curto período de tempo de nossas vidas. 
Muitos sacrifícios foram feitos para que recebêssemos estes sagrados ensinamentos e todos nós bem sabemos o quão duro foram as provas internas e externas que todos nós fomos submetidos para que hoje pudéssemos compartilhar estes sagrados ensinamentos com todas as pessoas de forma totalmente incondicional.


Hoje a forja recebida e os ensinamentos ancorados em nosso Ser se revertem em textos para reflexão e aprofundamento de todos que sinceramente buscam se auto conhecerem de forma verdadeira e sincera.



Parte de toda essa estrutura forjada é mérito único e exclusivo destes valiosos instrumentos humanos que a divindade se muniu afim de forjar dentro de nossas almas e psicologias toda a sabedoria e conhecimento necessários para que pudéssemos timonear nossos próprios caminhos e destinos de forma mais consciente e atenta. 

Somos gratos por existirem ainda verdadeiros professores e sacerdotes gnósticos de Força e Amor, mesmo sabendo que eles são extremamente raros neste mundo e por se manterem sempre firmes ante todas as dificuldades, obstáculos e turbulências que bem sabemos existir nesta vida totalmente transitória perecível e passageira.



Muito obrigado queridos e amados mestres e professores, fica aqui nosso agradecimento eterno, sincero e verdadeiro.


O Amor é aquilo que o amor faz!
(Sempre guardaremos essa frase em nossos corações)



Devemos sustentar nossas ações pelo tempo que for necessário até que o externo mude! (Esta era a frase que me lembro dizer nosso querido e amado instrutor e professor Karl Bunn)
Perder-se no caminho é esquecer-se de si mesmo. (Jacob Boehme).

Avante Guerreiros da Força e do Amor!!!


FIAT LUX
PAX


Marcio Sorge e Marcelo Sorge
MMSorge
www.mmsorge.com


Fonte: O Sol Interno

Genoma do "lótus sagrado" poderá revelar segredos da vida eterna

 

 

A flor de lótus é conhecida mundialmente como um símbolo de pureza espiritual e longevidade.
O que poucos sabem é que ela é conhecida também pelos biólogos por uma quase "vida eterna".
Segredos genéticos do lótus sagrado
O lótus sagrado já foi documento no registro geológico de 135 milhões de anos atrás, quando os dinossauros ainda viviam na Terra.
E existem casos documentados de sementes de lótus que sobreviveram e continuaram viáveis por 1.300 anos.
Ou seja, não é apenas pela beleza da flor de lótus que esta planta é considerada símbolo de elevação espiritual - sua biologia também é absolutamente de outro mundo.
Por isso, uma equipe de 70 cientistas dos EUA, China, Austrália e Japão dispuseram-se a partir em busca dos segredos sagrados do lótus - biologicamente falando.
Para isso, eles sequenciaram seu genoma completo.
Os cientistas acreditam que o chamado lótus sagrado tenha um sistema genético capaz de consertar defeitos genéticos induzidos ambientalmente, podendo conter segredos sobre como envelhecer com saúde.
A equipe sequenciou cerca de 86% dos cerca de 27 mil genes da planta, cujo nome científico é Nelumbo nucifera.
O lótus e vida eterna biológica
"O genoma do lótus é muito antigo, e agora conhecemos seu ABC," disse Jane Shen-Miller, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA). "Os biólogos moleculares agora poderão estudar mais facilmente a forma como os seus genes são ligados e desligados durante períodos de estresse, e porque as sementes desta planta podem viver por 1.300 anos. Este é um passo para aprender o segredo anti-envelhecimento que o lótus sagrado pode nos revelar."
A Dra Shen-Miller afirma que os mecanismos de reparo genéticos do lótus podem ser muito úteis se puderem ser transferidos para os seres humanos ou para culturas - como arroz, milho e trigo -, cujas sementes têm períodos de poucos anos de vida.
"Se os nossos genes pudessem reparar doenças, assim como os genes do lótus, poderíamos ter um envelhecimento saudável. Precisamos aprender sobre seus mecanismos de reparação, e sobre as suas propriedades bioquímicas, fisiológicas e moleculares, e o genoma do lótus agora está aberto a todos."
A genética incomum do lótus sagrado lhe dá algumas habilidades de sobrevivência únicas. Suas folhas repelem a sujeira e a água, suas flores geram calor para atrair polinizadores e o revestimento do fruto do lótus possui antibióticos e cera que asseguram a viabilidade da semente que ele contém.
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=genoma-lotus-sagra...

Reforma Íntima

 

 

Como melhorar seu sistema imunológico?
SEGUINDO OS PRINCÍPIOS DO REIKI
Hoje em dia sabe-se que 90% das doenças são causadas por emoções mal resolvidas, por sentimentos trancados e enraizados em nós.
Quando enxergamos o ser humano de maneira holística, enxergamos ele como um todo: mente, alma, emoções e corpo físico.
Da mesma maneira que melhorando nosso corpo melhoramos nossas emoções... para melhorar nosso corpo físico, devemos também melhorar nossas emoções, nossa mente e nossa alma.
Uma boa dica para melhorarmos nosso sistema imunológico é seguirmos os princípios do Reiki, pois eles nos mostram como agir, o que sentir e o que não sentir, como inundar nossa alma de amor... enfim, como trabalhar cada aspecto do ser de maneira que o equilíbrio reine em nossa vida.

Os 05 princípios são como pratica-los no nosso dia-a-dia:
1 – No dia de hoje, não sinta raiva e não fique zangado: Pense em um copo com água suja: a medida que a água limpa vai entrando dentro do copo a água suja vai saindo, saindo naturalmente, extravasando o copo. O mesmo acontece quando nos deparamos com situações ou pessoas que nos fazem sentir raiva ou nos zangar. Este sentimento, esta água suja, já estava dentro de nós, à situação ou a pessoa apenas estão fazendo com que a água suja extravase. Devemos prestar a atenção quando um sentimento deste tipo vem à tona, primeiramente porque tudo o que está ao nosso redor nós mesmos é que atraímos e segundo porque qualquer sentimento “negativo” aflora para ser curado, para ser limpo e para contribuir para nossa evolução espiritual. Ao invés de se deixar levar pelo sentimento, analise as causas e se pergunte: o que EU devo melhorar para que não precise mais passar por situações deste tipo?
2 – No dia de hoje, abandone suas preocupações: Se acreditamos que somente colhemos o que plantamos, através dos nossos pensamentos e ações, não existe motivo para preocupação. Tudo o que virá para nossa vida será exatamente o que atraímos e desejamos para nós. Da mesma maneira, se acreditamos também que estamos nesta existência para aprender e evoluir e temos consciência de que todas as pessoas e situações que estão a nossa volta são extremamente necessárias para essa evolução não temos, mais uma vez, motivos para nos preocuparmos. Vamos ocupar nosso dia-a-dia com o que estamos vivendo no momento. Momento este que não por acaso é chamado de PRESENTE!
3 – No dia de hoje, agradeça suas bênçãos, respeite seus pais, mestres e o mais idosos: Você certamente já deve ter ouvido aquela pessoa que reclama do sol e reclama da chuva. Para muitas pessoas reclamar é um hábito, é quase involuntário. A pessoa faz e nem se dá conta. Mas estas pessoas que possuem este hábito não se dão conta de que entrar nesta freqüência vibratória de reclamação fará com que a vida cada vez mais apresente motivos para uma reclamação. Se você está nesta freqüência saia imediatamente! Mude a sua estação da rádio da sua energia! Muitos especialistas em lei da atração dizem que o pior hábito que uma pessoa pode ter é o de não ser grato. Agradeça pelo sol, agradeça pela chuva, agradeça por sua família, por seu emprego, agradeça por mais um dia, por mais uma oportunidade... AGRADEÇA!!! Entre na freqüência da gratidão e comece a ver as situações sob os aspectos positivos e dos aprendizados que precisamos. É muito importante lembrar que devemos respeitar a opinião das outras pessoas, principalmente das pessoas que já possuem mais experiência de vida. Com o passar do tempo vamos percebendo que nossos pais e professores tinham razão... comece a respeitá-los desde agora e agradeça por todos os mestres que cruzarem seu caminho.
4 – No dia de hoje, faça seu trabalho honestamente: “Primeiro cure-se”(Mestra Takata). Se você quer mudar a sua rua comece por mudar as suas atitudes, seja o primeiro, dê o exemplo. Dê sempre o melhor de si, faça tudo o que estiver ao seu alcance, faça o que é certo, o que é necessário, comece por você! Tome para si a responsabilidade das coisas, responsabilidade sem stress e sem preocupação, responsabilidade em fazer, em ser responsável por sua vida, não espere que os outros façam, faça sem esperara nada em troca, simplificando: SEJA a pessoa que você gostaria que o mundo todo fosse!!
5 – No dia de hoje, mostre amor e respeito e seja gentil com todos os seres vivos: Acreditamos que Deus está em cada pessoa e que Ele ama a todos da mesma maneira certo?
Então é nosso dever como pessoas espiritualizadas respeitar TODAS as pessoas ao nosso redor! Abra-se para o próximo e inunde sua vida de amor. Muitas pessoas reclamam de solidão, mas não cumprimentam seus vizinhos... Veja em cada pessoa que cruza seu caminho a fagulha de Deus dentro dela!
Vamos seguir os princípios do Reiki e tentar nos melhorar? Vamos melhorar nossa saúde de maneira completa e profunda?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Setenta vezes Sete

 
Estamos iniciando a sétima era astrológica da época do Holoceno, que se iniciou há 10000 anos a.C. e foi dividida em 12 eras, cada uma com duração de 2000 anos: Leão (10000 a 8000), Câncer (até 6000), Gêmeos (até 4000), Touro (até 2000), Áries (até o ano 0), Peixes (até 2000 d.C.) e Aquário (até 4000).

A infante mentalidade aquariana traz, como marco importante na história do pensamento, o paradigma holístico, que vem triunfando sobre o dualismo cartesiano, dominante nos últimos séculos. Não chega a ser inédita a perspectiva de uma interdependência dinâmica entre o micro e o macro, a qual, a meu ver, é a essência da episteme contemporânea. Esta premissa já se encontrava presente em todas as teogonias da antigüidade, entre os egípcios, gregos, hebreus, hindus, assírios e outros.

Desde Pitágoras, em 529 a.C., o número era considerado a força que mantém a permanência eterna do cosmo pois, segundo ele, tudo que existe é regido pelo número. Balzac, 20 séculos depois, afirmava que tudo existe exclusivamente pelo movimento e pelo número, sendo que o movimento é, de qualquer forma, o número atuando. Para Pitágoras, todas as coisas eram números e qualquer número é uma divindade em si mesmo e na sua interação com os demais. Divindade ou não, o que eu sei é que o número vem exercendo, há milênios, um fascínio quase místico sobre nossa estimada lógica racional.

Deixando à parte toda logorréia “new age” que elege chique e famoso o sujeito que altera sua identidade, acrescentando ou subtraindo letras ao nome, por uma pretensa influência maléfica da somatória numerológica – coisa que me deixa nauseada, afinal a evocação simbólica do número não deveria ser reduzida a esta concretude limítrofe – considero extremamente estimulante a exploração do universo mágico do número.

Dedico-me, nesse artigo, a um em especial que considero mitológica, mística e simbolicamente o mais transcendente: o sete. Tal número é notável pelo poder profundo de ressonância analógica e pelas inúmeras correspondências encontradas nos textos antigos que alicerçaram toda a nossa teologia.

O número sete é citado na Bíblia dezenas de vezes, assim como no Alcorão – livro sagrado dos muçulmanos – no Mânava-dharma Çastra – livro sagrado brâmane das leis indianas e no Talmude – livro sagrado dos judeus. Está presente nos textos da alquimia, nos princípios do hermetismo e até na cultura indígena, como referência à “sétima raça dos duas pernas”, que corresponderia à humanidade na era de Aquário.

Sua origem vem da polarização da unidade, mais precisamente da dubla polarização, já que a primeira gera o 3. A luz branca (símbolo da unidade), ao atravessar o prisma (representando a tríade) se decompõe nas sete cores do arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. Cores estas que correspondem, respectivamente, às vibrações dos 7 chakras: básico, esplênico, plexo solar, cardíaco, laríngeo, frontal e coronário.

Sete é a soma do ternário (céu), com o quartenário (terra), resultando na totalidade do universo criado. Deus precisou de sete dias para criar o mundo (gn 2.1-3), e o próprio nome de Deus, segundo os gnósticos, seria composto por sete letras: IEHOUAH – Jehovah. Sete são os principais mensageiros da luz espiritual neste planeta: Krishna, Moisés, Zoroastro, Buda, Lao-Tse, Confúncio e Jesus Cristo.

No gênesis encontramos a referência à morte de Caim que seria vingada sete vezes. Jesus, ao revolucionar a lei mosaica do olho por olho, dente por dente, assegura que, ao irmão, deveríamos perdoar não apenas sete, mas setentas vezes sete vezes. Sete foram os demônios expulsos de Maria Madalena. Sete são os pecados capitais, a saber, a gula, a vaidade, a cobiça, a ira, a preguiça, a luxúria e a mentira. No apocalipse, a vitória do Senhor e do Cristo seria após o soar da sétima trombeta do sétimo anjo. Sete dias é a duração de cada um dos ciclos lunares, totalizando 28 dias, equivalentes ao ciclo hormonal feminino. A clássica dança dos sete véus parece aludir ao aspecto lunar do feminino: o segredo oculto atrás de um véu, que recobre outro véu e assim sucessivamente, sendo que a revelação, assim como a lua, reflete luz indireta. A propósito, nada mais deliciosamente feminino que colecionar uns segredinhos a sete chaves, não acham?

Na mandala astrológica a sétima casa é regida por libra, o signo da balança, representante da arte da diplomacia e do equilíbrio nos relacionamentos. Traduz a busca do belo, da perfeição, da boa convivência e do amor, sendo o mais elegante dos signos do zodíaco. A figura correspondente na mitologia grega é a rainha Afrodite, a deusa do amor, também conhecida como Vênus, nome dado pelos romanos. A posição de Vênus em seu mapa astrológico irá traduzir a área em que você busca a medida precisa e sutil de equilíbrio entre os pólos.

Na cabala – palavra que originalmente era composta por sete letras: Kabalah – o sete corresponde a sefirot Netzach, cuja virtude simboliza o amor, a natureza e o triunfo do iniciado, ao fim de sua busca. Também no Tarot o sete está associado à vitória, é a carta do guerreiro em seu carro, dominando dois cavalos, um negro e um branco, cada um apontando para direções opostas. É o triunfo da consciência, dominando os pólos antagônicos e a impetuosidade das emoções. É o homem tomando as rédeas de sua trajetória, rumo à realização pessoal.

As analogias se estendem ao infinito, poderíamos ficar o resto do dia “deslizando” pela cadeia dos significados associados. Sete são as maravilhas do mundo, os dias da semana, as notas musicais, os orifícios do rosto humano e por aí vai... Por essas e outras, escolhi o sete como meu número de sorte, escolha também o seu e aventure-se pela deliciosa viagem através das correspondências simbólicas. E que as bênçãos dos sete céus caiam sobre nós em abundância!

Patrícia Lucchesi. Psicóloga (31) 3274 6363 / 91046640 p.lucchesi@bol.com.br

* Ilustração: Claudio Salvio

Suméria berço da civilização

 

Frequência Vibracional / Padrão Vibratório / Cura Vibracional / Campo Vibracional

 

 

No Universo que nos rodeia, nós e tudo o mais somos apenas formas de energia, cada um sendo emissor de uma frequência própria de vibrações.
Vivemos rodeados por correntes vibratórias, emitimos e recebemos vibrações através de nosso Eixo Solar, e para controlar tudo isso temos que ter o controle de nossa mente.
Mabel Collins, em seu livro “Luz no Caminho”, escreveu:
“Em ti está a luz do mundo, a única que pode ser projetada sobre o caminho. Se és incapaz de percebê-la dentro de ti, é inútil que a procures em outra parte. Esta luz está fora do teu alcance, porque, quando chegares a ela, já não te encontrarás a ti mesmo. Quando houveres encontrado o começo do caminho a estrela da tua alma deixará ver sua luz e, com sua claridade, perceberás como é grande a escuridão no meio da qual ela brilha. Mas, não deixes que o espanto e o temor te dominem; mantém teus olhos fixos na pequena luz, e ela irá crescendo!”
Esta luz é alimentada pelo nosso padrão vibratório – o somatório de nossos campos bioeletromagnéticos – que se projeta, por nossos chakras, e através de nosso Eixo Solar, nos liga ao mundo exterior.
Na Natureza, onde a escala natural - mineral, vegetal e animal - apresenta, em cada nível, uma complexidade maior na formação de seus seres, os mais adiantados apresentam órgãos que vibram, cada um, independentemente do outro, mas compondo uma resultante que é a vibração daquele ser.
No Homem, uma mudança na frequência de um órgão, da sua bioenergia, determina a doença.
Por isso, seriam usadas as vibrações para corrigir e normalizar a frequência vibratória desse órgão “doente”.
Pelos estudos modernos e científicos, tanto como acontece com vegetais e animais, as células do corpo humano selecionam e rejeitam certas vibrações, podendo, mesmo, por ação de uma vibração, alterar sua frequência e o seu campo eletromagnético, gerando, caso seja uma vibração negativa, uma despolarização de graves consequências para o órgão que compõem.
Aquele que se dedica à Lei do Auxílio e busca dentro de si mesmo o conhecimento das leis universais e das frequências de energia que nos envolvem, tende a cumprir melhor a jornada de sua Vida e desvenda os mistérios da Morte.
Sua mente se torna mais clara, suas decisões são mais firmes, suas ações e reações são mais seguras, suas dores são menos sofridas!
Melhoram sua convivência porque passam a vibrar o Bem e a receber boas vibrações.
Já nos foi dito que podemos avaliar nossa posição neste nosso Universo, a cada momento, pelo balanço entre as vibrações positivas e negativas que nos atingem.
O padrão vibratório é o que determina o Bem ou o Mal do ser, porque emite sua condição real.
Não adianta querer esconder ou enganar os outros, porque o padrão vibratório revela a verdadeira natureza do seu emissor, emitindo vibrações a partir de sua aura e atingindo aqueles que estão perto, que podem detectar o nível das vibrações e os leva a reagirem ou a se protegerem.
É fundamental manter o padrão vibratório elevado para ficar imune às baixas vibrações.
O de baixo não atinge o de cima, isto é, aquele que mantém o equilíbrio e elevadas as suas vibrações não é atingido pelas vibrações de padrão mais baixo.
A Ciência, desde 1967, desvendou a bioenergia, gerada pelos campos bioeletromagnéticos, e começou a medir a aura ou eletroaura, seu potencial e ação das correntes elétricas biológicas nos tecidos vivos.
A medição demonstrou que os campos mais importantes são, pela ordem, o do cérebro, os dos joelhos e o do coração.
O campo do cérebro aumenta de volume com o simples pensamento de um movimento ou por causa de sonhos ditos ideomotores.
Verificou-se que as vibrações que aparecem no eletroaurograma funcionam como um radar, sendo projetadas e gerando ecos, retornos, que as pessoas mais sensíveis conseguem captar e interpretar.
Os cientistas estão estudando se este seria o mecanismo das transmissões telepáticas.
Nos anos 70, as pesquisas demonstraram que o gerador elétrico das diferenças de potencial é a pele, em que a face externa (mucosa) corresponde ao positivo e a interna (serosa) ao negativo, que tornam a pele um órgão perceptivo e reativo altamente sensível às condições vibracionais do ambiente.
A ação deste gerador elétrico cutâneo é feita através do transporte ativo de íons de sódio entre as células epiteliais, favorecido pela absorção do sal no Anoday.
Conscientes de que vivemos em um Universo vibracional, devemos ter o cuidado de evitar os geradores de baixa vibração, que existem nos três reinos da Natureza - mineral, vegetal e animal.
Como qualquer ser é passível de se emanar com forças de qualquer polo, positivas ou negativas, corremos riscos não só com pessoas, mas com animais, plantas, objetos e até mesmo com nosso lar ou nosso local de trabalho material.
Uma emissão vibratória que nos atinge e faz com que baixemos nosso padrão, agrega em nós partículas de neutron que se tornam negativas e formam atmosfera fluídica pesada ao nosso redor e nos afasta da sintonia com os planos superiores, nos dando a sensação de angústia e opressão.
Sabemos que é impossível o controle de tudo e, então, o melhor é nos protegermos, mantendo nosso padrão vibratório no máximo que conseguirmos, ficando, assim, imune às baixas vibrações.
Quando, num lar, existem brigas, desarmonia e até mesmo ódios, o ambiente se impregna de vibrações maléficas, que impregnam o ambiente, os objetos, plantas e animais, causando mal-estar a quem ali chega.
Além disso, serve como atração para espíritos desencarnados que, pela afinidade, se instalam no local, aumentando a desarmonia, porque esta gera a energia de que se alimentam.
As plantas, sensíveis, demonstram seu baixo padrão pela falta de flores, de vitalidade; os animais se tornam excitados e violentos; as pessoas irritadas e enfermiças.
Tudo fruto do padrão vibratório!
E o pior é que isso pode ser inconscientemente passado à frente: um objeto daquele ambiente é dado a outra pessoa, em outro lugar, mas leva impregnações de baixo padrão que continuam a ser vibradas, causando o mal.
Por isso existem inúmeras histórias de objetos que dão azar, como, por exemplo, os aquários, e ao se adquirir ou receber objetos antigos, que já passaram por muitos ambientes e foram emanados por diferentes forças, deve-se ter o cuidado de fazer uma limpeza energética deles: lavá-los com água fluidificada e fazer uma prece, sempre que possível, tentando mudar aquele padrão vibratório.
A realidade é que vivemos num Universo onde tudo é vibração em diferentes padrões e temos que aprender a manter nosso padrão vibratório com relação ao mundo que nos rodeia, tanto no plano físico como no plano espiritual, pelo controle da energia mental.
Nossa mente está imersa num oceano de vibrações que recebemos e emitimos continuadamente.
Temos que aprender o controle da mente, o controle de nosso padrão vibratório, da harmonização de nosso Eixo Solar.
Aprendemos, também, que o maior perigo está quando nos iludimos com a ideia de que alguém - encarnado ou desencarnado - está vibrando em nós com maldade, quando temos a consciência de que nós é que provocamos essa vibração ao julgarmos que ele está vibrando em nós.
Mesmo que o fato exista, não devemos dar atenção pois, levados pelo julgamento, a nossa tendência é baixarmos nosso padrão, ficando vulneráveis às vibrações que nos foram endereçadas.
Nosso pensar é uma contínua projeção fluídica, uma emissão vibratória através do Eixo Solar, que emitimos na horizontal e recebemos na vertical, em um canal por onde flui, dos planos superiores, energia na qualidade e na quantidade correspondentes ao nosso padrão vibratório.
Este canal pode ser obstruído por nossos pensamentos negativos, que atraem vibrações baixas de nossas vidas passadas e ativam nosso centro coronário, provocando a queda de nosso padrão vibracional.
Quando mentalizamos um cobrador - encarnado ou desencarnado -, o impacto das vibrações atinge nosso plexo, causando angústia, e devemos, então, mentalizar nossos Mentores, pedindo que possamos receber forças positivas e que elas possam alcançar, também, aquele cobrador que foi mentalizado.
A concentração e o amor neste pedido farão com que nosso equilíbrio seja refeito e restabelecido nosso canal de emissão e de recepção.
Quando nos deixamos envolver por uma vibração negativa, partículas de neutron ficam carregadas negativamente, formando áreas densas em nossa aura, que podem ir se acumulando perigosamente e nos afastando da Espiritualidade Maior.
Quanto mais aumentam essas áreas, mais negativos vamos ficando.
O maior cuidado para nos mantermos livres de vibrações negativas é devido ao fato de que quanto mais controle tivermos em nossa energia mental maior nosso poder de cura, até mesmo à distância.
Aprendemos que temos sete planos vibratórios, nos quais trabalhamos ao mesmo tempo, porém com consciência apenas do plano físico, sensorial.
As vibrações atraem sempre as similares, pela afinidade vinculando almas, corações e pensamentos.
Nos planos espirituais a hierarquia existe pela qualidade do padrão vibratório dos espíritos, tendo como única base a virtude - qualidades morais conquistadas pelo trabalho e pelo sofrimento -, estando estacionados em faixas mais baixas aqueles que permanecem no erro pela baixa faixa vibracional, fruto de seus próprios padrões psíquico e moral.
Também nós, encarnados, vivemos essa situação, pois atraímos e emitimos de conformidade com nosso padrão vibratório.
Quando emitimos uma vibração mental com nossas invocações - pedindo ao Pai pelos enfermos, nos hospitais e em seus leitos de dor -, ou projetamos uma vibração fluídica com a emissão de ectoplasma - doutrinando um espírito ou na Lei de um ritual - nosso sucesso ou fracasso vai depender única e exclusivamente do padrão vibratório que tivermos refletindo naquele momento.
Vamos recordar as palavras de Jesus (Mateus, V, 12-16):
“Vós sois o sal da Terra; se o sal se tiver se tornado insípido, como se poderá restaurar-lhe o sabor? Para nada mais presta senão ser lançado fora e pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo! Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; e ninguém acende uma candeia e a coloca sob o alqueire, mas no velador e, assim, ilumina todos os que estão na casa. De tal modo brilhe a vossa luz diante dos homens, que eles vejam as vossas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus!”
Nossa vibração é que dá sabor ao sal e luminosidade ao nosso espírito.
Temos que ter a preocupação de manter a nossa frequência vibratória, nossa vibração, sempre forte e positiva, para que não perca o sabor e nem seu brilho, vivendo, praticando, ensinando, e vivendo no Amor ajudando os que precisam de esperança, de um conforto, de uma palavra amiga, sempre com amor, tolerância e humildade.
Fonte:
valedoamanhecer
Fonte: Sonia Lage Blog